sexta-feira, 30 de julho de 2010

...

Como 
se 
desmagnetiza
 um
 íman 
para 
confusão
???

segunda-feira, 26 de julho de 2010

o tesouro


sábado, 24 de julho de 2010

Carta sem destinatário

            Já fui a tua casa! Eu sei, tardei em enfrentar os meus medos, mas chego à conclusão de que tinha razão. Quem por lá mora, determinou que era melhor deitar tudo o que era teu fora; sobrou uma caixa com documentos teus, dois vestidos e três fotografias. E tirando isso, nada dá a entender que por lá viveste uma vida, a poltrona da sala, é só isso, uma poltrona, o teu quarto ficou feio...
         Mas consegui resgatar o nosso tesouro, secreto, que ninguém sabe o que é, que ninguém dará por falta. Cheguei tarde para ficar com os teus lenços, foram para o lixo; se bem que me poupa os ouvidos pelas apreciações (pouco) fashion do Mário, sabes que agora são todos comentadores de moda. É meu por direito, é pedaço de mim e de ti, das nossas memórias, de mais ninguém. Ninguém lhe dará valor, não passa de uma peça velha e disfuncional, que para nós tem sentido e sentimento.
          A minha raiva passou, sabia que a minha dor não podia ser causa deste reflexo de frustração, raiva, ódio, agora só sofro do meu egoísmo por te ter perdido, da tua vida que fugiu de mim. Não foi o cancro que te matou, foi o cansaço de uma vida preenchida.  Estou tão orgulhosa de ti, não posso expressar o quanto; de um orgulho que me enche o coração e me faz chorar de alegria. Tu és a minha sobrevivente à doença por nunca baixares os braços durante três anos, por mais frágil que pudesses parecer. 
        Viste como não chorei!!! Não houve música alegre e gargalhadas como vezes sem conta me confidenciaste que querias, mas eu tenho mantido o espírito animado. Se um dia nos voltarmos a encontrar sei que será para nos rirmos das pérolas que por tal situação aconteceram, no nosso sentido de humor negro e distorcido... eu tinha de sair a alguém, no que toca a gozo é a ti, definitivamente. 
         Sinto-me mais pobre, espiritualmente mais pobre! Acho que é desta que começo a acreditar no céu, num céu que possas descansar, e que me descansa por pensar que agora estás bem.
                        Amo-te por me amares incondicionalmente.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

que nervos!!!

 Mas porque é que ela fala nos filmes como se fosse um comentador de futebol????

domingo, 18 de julho de 2010

Querido "AVEC"

            Espero que se encontre bem de saúde, e que a viagem de regresso a Portugal tenha corrido bem, nesse carro que jura ser seu, que duvidamos dada a frequência que troca de carro. Por cá continuamos na mesma, a saber fazer contas, e com a noção de quanto se ganha e gasta por essa Paris de França. Como vai o panorama de construção civil por lá? E o pó de França limpa-se melhor?
            Se a Paris de França lhe deu trabalho, e dinheiro para fazer uma casa digna de "Doutor" no seu país, tirou-lhe muito, diversão, família, acolhimento dos seus demais conterrâneos, mas precisa de vir homenagear o seu país de "acolhimento" falando-lhe a língua que lhe está vinculada, ou olhar para nós com desprezo esnobe de colonizador.  
            Caro amigo, gostaria de lhe informar que já não há paciência para tanto "çava" e "de vacances" e termos demais generalizados, num francês escroque que o meu amigo quer fazer parecer que é idiomático. As tendências que traz de lá, aqui são ridículas, o vestir bem, o saber estar são apropriadas à situação, ora se está em Portugal, deixe os seus usos imitados (sabe-se lá de quem) na fronteira que por cá rege a maioria, que ditando a normalidade não é "parolá".
            Se há coisa que não deve ser boa é a condução em França, há boa que trazem de lá, fico chocada como Portugal é considerado um dos países com mais sinistros na estrada, fico mesmo admirada como tanto "avec" sobrevive ás estradas francesas.
           Espero que a estadia por este país que por termo de comparação pouco vale, dado que "Na França é que é Bom", seja boa, e que se cinja à licença que lhe passamos só para os meses de Verão.

                                                                 RareHappyChild, 18 de Julho de 2010

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Há com cada idiota!!!

            Conhecem aquela teoria da conspiração que diz que as canetas Bic são dispositivos alienígenas para nos controlar? É tão estúpido, mesmo que por momentos hesitemos em contar quantas canetas Bic estão em nosso redor (6 conto eu, já agora só para saberem, não que queira dizer alguma coisa com isso). É tão absurdo que até contarmos é uma lufada de ar fresco no meio de tal idiotice.

            Pior que as canetas Bic, dou por mim a pensar, em objectos que me rodeiam em grande quantidade. Sei de antemão que são cestos, quase cogumelos, cestos de verga são como cogumelos em minha casa. 

            Há cestos para revistas, para a lenha, para a fruta, para plantas, para cebolas, para produtos de beleza, para guardar outros cestos. Eu ainda me esforço por despacha-los, deixo-os "acidentalmente" em casa onde  vivi, encho-os de coisas várias para oferecer, mas esta praga não desaparece da minha vida. Só na cozinha há 8 cestos de verga.

             Sei que gaja que é gaja, tem de ter cesto de verga, nem que seja para guardar perfume na caminha do quarto... E então também é um dispositivo para controlar a gaja, Cambalhotas?

               Outra coisa que tenho em quantidade estonteante, camisolas ás riscas, t-shirt's ás riscas, casacos ás riscas, cascois  ás riscas, malas ás riscas... serão as riscas uma maneira de controlar alguém? Mas por quem é que estou a ser controlada? Eu tenho um Q.I. dentro da média, este ano tinha 116, não tenho nada de extraordinário para um ser humano... Haverá algum interesse dos alienígenas em mim?

quarta-feira, 14 de julho de 2010

(...)



segunda-feira, 12 de julho de 2010

(já vai atrasado, mas passou-me ao lado)

                                 É verdade já escrevi mais de 100 ideias parvas, e ás vezes também publiquei vídeos do Youtube...




Também quero agradecer...

sábado, 10 de julho de 2010

Achas mesmo que vais longe ao aparecer neste programa?

Reza que na próxima edição o teu sucessor seja mais fraco e menos mediático que tu.

O nosso país por tradição só conhece rancho e mal, pensas que vamos viver o "Fame" da noite para o dia, de Norte a Sul do país?



Estás pronto para "matar a tua privacidade"?




quinta-feira, 8 de julho de 2010

Esta Promiscuidade Intelectual

            O pensar livremente, o expressar sem restrição, a ruptura com a censura conquistou-se. E hoje a nossa arrogância delega que não devemos exercer um direito conquistado, que por respeito ao nosso legado herdado seria um dever. Vivemos de uma promiscuidade intelectual, que nos manda para cafés discutir o "Achas que sabes dançar?" da volta do "Big Brother", vivemos paixões sazonais que os media ditam...

         Começo a dar razão à ideia neo-burguesa do desprezo pelo pop-culture, de que somos todos fruto, desta nova religião que adora o novo, o mais cintilante, o mais in, o socialmente mais apreciado. Porque Amália é fantástica, e o fado é grande num país que ainda há 5 anos desprezava o que era seu, e casas de fados era elitistas; porque Saramago é genial e controverso, num país de poucas leituras; porque António Feio reformulou a comédia, fazendo o que todos fazem; porque Camilo de Oliveira tem imensa piada, da sem piada nenhuma se não fosse a SIC a promove-lo.... Hipócritas!!!

            A baixo aos ditos alternativos que acham que o Tim Burton, e o Tarantino são um máximo se questionar o que fazem, e que consideram que tudo neles é genial... Meus otários, Burton e Tarantino, não são alternativos, estão mais que premeditados para vos que acham que tão diferentes. Faz tudo parte da mesma industria!!! Mas deixem-se enganar, apelem ao meu sentido de humor!

terça-feira, 6 de julho de 2010

domingo, 4 de julho de 2010

xiu deixem-me dormir




         Não esta em particular, mas o género, costuma ajudar-me a acalmar, e adormecer. O meu pai também tocava instrumentos de sopro, deixou-se disso por falta e tempo, e também porque nos mudámos. Não durmo nada de jeito vai fazer duas semanas, estou extremamente irritável, fatalmente exausta, irremediavelmente sensível. Medusa tem melhor aspecto do que eu, já me deixei de tentar ser agradável, estou simplesmente para mim, e para a minha preocupação.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Idolatrando

            Nós, portugueses temos esta mania de sacralizar coisas!!! Posso dar dos variados exemplos, Saramago antes de ser Nobel era simplesmente chato, depois do Nobel era genial, após a morte é simplesmente um marco histórico da literatura nacional num país de pessoas que não lê (e se assusta ao ver o meu blog, porque tem para se ler)... O cinema português é chato, mas se a Cofidis patrocinar e a Sic promover, já é bom e digno de se ver, e já nada tem de chato, mesmo que as cenas de sexo pareçam intervalos, e lá pelo meio se tenha de gramar com publicidade. A publicidade, ou melhor a promoção de produtos (sim, nem tudo o que é comunicação de produtos ou serviços é publicidade) é prática recorrente nos dias de hoje, já não vejo o 007 com a mesma adoração com que assisti aos primeiros da minha experiência cinéfila, não me vou armar em ingénua ou em falsa pudica me relação ao que é nosso. 

           Manoel de Oliveira, realizador do "Aniki-Bobo", filme primeiro de um espólio numeroso, não me parece ( segundo a minha humilde opinião, eu, pessoa adoradora de cinema, para quem, supostamente, os realizadores trabalham) corresponder à sua antecipada "beatificação", não aprecio, "mas é um génio". Sacralizado, pelo reconhecimento além fronteiras e trabalhado com nomes "dignificados" da área, para mim em nada me parece espectacular, e não me sinto menos culta, ou mais rural por isso.

           Como não queremos pensar, salvo seja, há muitos que se aproveitam de tal. E hoje a minha indignação é a adaptação do conto de Eça de Queiroz, realizada por Manoel de Oliveira que me deixa indignada. Ora 5 minutos do início do filme a ver um revisor a conferir bilhetes de comboio, não é genial, é entediante; transportar modos cordeais de época para os tempos de hoje, assim como caracterização de personagens, e depois ver BMW's e o euro é simplesmente incoerente não é genial. 

           Se fosse realizadora de cinema, não dotada da reputação do Sr. Oliveira, e tal obra concretizasse, seria simplesmente ridicularizada, e julgada, negativamente pela adaptação surreal do conto, pela fraca edição de imagem, falta de movimento, final abrupto e inconclusivo, a luz medonha do filme.
           O trabalho de alguém não responder pelo que é efectivamente, mas pela conotação que tem indigna-me, termos de olhar a quem o façam não é bem a minha praia (como agora está na moda dizer)