sábado, 10 de julho de 2010

Achas mesmo que vais longe ao aparecer neste programa?

Reza que na próxima edição o teu sucessor seja mais fraco e menos mediático que tu.

O nosso país por tradição só conhece rancho e mal, pensas que vamos viver o "Fame" da noite para o dia, de Norte a Sul do país?



Estás pronto para "matar a tua privacidade"?




quinta-feira, 8 de julho de 2010

Esta Promiscuidade Intelectual

            O pensar livremente, o expressar sem restrição, a ruptura com a censura conquistou-se. E hoje a nossa arrogância delega que não devemos exercer um direito conquistado, que por respeito ao nosso legado herdado seria um dever. Vivemos de uma promiscuidade intelectual, que nos manda para cafés discutir o "Achas que sabes dançar?" da volta do "Big Brother", vivemos paixões sazonais que os media ditam...

         Começo a dar razão à ideia neo-burguesa do desprezo pelo pop-culture, de que somos todos fruto, desta nova religião que adora o novo, o mais cintilante, o mais in, o socialmente mais apreciado. Porque Amália é fantástica, e o fado é grande num país que ainda há 5 anos desprezava o que era seu, e casas de fados era elitistas; porque Saramago é genial e controverso, num país de poucas leituras; porque António Feio reformulou a comédia, fazendo o que todos fazem; porque Camilo de Oliveira tem imensa piada, da sem piada nenhuma se não fosse a SIC a promove-lo.... Hipócritas!!!

            A baixo aos ditos alternativos que acham que o Tim Burton, e o Tarantino são um máximo se questionar o que fazem, e que consideram que tudo neles é genial... Meus otários, Burton e Tarantino, não são alternativos, estão mais que premeditados para vos que acham que tão diferentes. Faz tudo parte da mesma industria!!! Mas deixem-se enganar, apelem ao meu sentido de humor!

terça-feira, 6 de julho de 2010

domingo, 4 de julho de 2010

xiu deixem-me dormir




         Não esta em particular, mas o género, costuma ajudar-me a acalmar, e adormecer. O meu pai também tocava instrumentos de sopro, deixou-se disso por falta e tempo, e também porque nos mudámos. Não durmo nada de jeito vai fazer duas semanas, estou extremamente irritável, fatalmente exausta, irremediavelmente sensível. Medusa tem melhor aspecto do que eu, já me deixei de tentar ser agradável, estou simplesmente para mim, e para a minha preocupação.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Idolatrando

            Nós, portugueses temos esta mania de sacralizar coisas!!! Posso dar dos variados exemplos, Saramago antes de ser Nobel era simplesmente chato, depois do Nobel era genial, após a morte é simplesmente um marco histórico da literatura nacional num país de pessoas que não lê (e se assusta ao ver o meu blog, porque tem para se ler)... O cinema português é chato, mas se a Cofidis patrocinar e a Sic promover, já é bom e digno de se ver, e já nada tem de chato, mesmo que as cenas de sexo pareçam intervalos, e lá pelo meio se tenha de gramar com publicidade. A publicidade, ou melhor a promoção de produtos (sim, nem tudo o que é comunicação de produtos ou serviços é publicidade) é prática recorrente nos dias de hoje, já não vejo o 007 com a mesma adoração com que assisti aos primeiros da minha experiência cinéfila, não me vou armar em ingénua ou em falsa pudica me relação ao que é nosso. 

           Manoel de Oliveira, realizador do "Aniki-Bobo", filme primeiro de um espólio numeroso, não me parece ( segundo a minha humilde opinião, eu, pessoa adoradora de cinema, para quem, supostamente, os realizadores trabalham) corresponder à sua antecipada "beatificação", não aprecio, "mas é um génio". Sacralizado, pelo reconhecimento além fronteiras e trabalhado com nomes "dignificados" da área, para mim em nada me parece espectacular, e não me sinto menos culta, ou mais rural por isso.

           Como não queremos pensar, salvo seja, há muitos que se aproveitam de tal. E hoje a minha indignação é a adaptação do conto de Eça de Queiroz, realizada por Manoel de Oliveira que me deixa indignada. Ora 5 minutos do início do filme a ver um revisor a conferir bilhetes de comboio, não é genial, é entediante; transportar modos cordeais de época para os tempos de hoje, assim como caracterização de personagens, e depois ver BMW's e o euro é simplesmente incoerente não é genial. 

           Se fosse realizadora de cinema, não dotada da reputação do Sr. Oliveira, e tal obra concretizasse, seria simplesmente ridicularizada, e julgada, negativamente pela adaptação surreal do conto, pela fraca edição de imagem, falta de movimento, final abrupto e inconclusivo, a luz medonha do filme.
           O trabalho de alguém não responder pelo que é efectivamente, mas pela conotação que tem indigna-me, termos de olhar a quem o façam não é bem a minha praia (como agora está na moda dizer)