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quarta-feira, 30 de maio de 2012

Comida de plástico

          Toda a gente fala dos malefícios da comida de plástico, já eu tenho uma fascínio muito especial pela dita, e não é tanto a comida de plástico, mas a revestida de plástico...

             A minha "cena" (como diriam os totós) não é bem os hamburger's do McDonald´s, nem as pizzas que a base sabe a fermento, a minha "cena" é a comida revestida de plástico, transportável, saborosa, e com carradas de hidratos de carbono... hábito adquirido quando fazia natação e nunca consegui largar...

             Chamo-lhe carinhosamente Comidinha de Nerd, sou uma preconceituosa que imagina nerds a comerem bolachas gigantes e bebidas energéticas para não perderem muito tempo e continuarem a jogar... definitivamente não sei onde fui buscar essa ideia... sei sei...

            Mas hoje confesso que me sinto enganada, quando comprei numa máquina de vending uma "barrita" que nada mais era que uma bolacha, muito saborosa aliás, mas era só UMA bolacha, e dá cá 0,75€...  Eu sei que há gente que adora máquinas de vending... elas até lhes dão mais que a quantidade solicitada, dois produtos pelo preço de um, e assim... mas elas a mim nunca me deram nada...

           Como devoradora de Comidinha de Nerd que sou, os 75 cêntimos são escandalosamente saborosos, ao ponto de poderem ser 100 cêntimos, ou seja, 1 euro... não está a far sentido nenhum porque agora estou de ressaca de hidratos de carbono.  
               



             

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Consumo

             Já faz muito tempo desde a minha última bebedeira, e agora nem contexto há para que tal aconteça! Sim eu não sou alcoólica e o meu consumo tem de ter um contexto. Não consumo álcool fora de pontuais eventos, mas não censuro quem o faça! Apesar de me recordar da pressão que faziam os meus conhecidos/ amigos para que bebesse qualquer coisinha, quiçá uma cerveja, quando todos bebiam!

            De tempos a tempos faço abstenção ao consumo de qualquer tipo de bens supérfluos, e dou o mesmo trato a serviços dos quais não necessito, e sou sempre tentada por algum conhecido, mesmo que o dito tenha a noção de que estou em "dieta de bens", com um "fica-te bem, compra". Da publicidade espera-se sempre, mas das pessoas(?) não percebo. Quer dizer, até percebo, as pessoas têm necessidade que partilhemos as mesmas experiências, num teoria de pares que compreendo na adolescência  mas na vida adulta, pelo menos na minha cabeça, não faz sentido.

                Numa táctica de vendas, já me ofereceram um "risquinho", "risquinho" esse que neguei. E o domínio de captação de atenção do potencial cliente (nesse caso: eu, pensava o tipo) é tal, que não passou pela  típica frase: "És uma cortes" , mas sim um condescendente "Eu percebo"... ao que respondi: "Ainda bem". 
                 Não há muito respeito por quem não quer consumir, seja o que for!