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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Sobrevivendo à perda/ separação

                 Quando alguém nos deixa, há um período de conflito de emoções, não sabemos porque somos nós a perder, não sabemos porque ainda estamos ligados ao que perdemos, há mesmo quem passe por um processo de raiva contra o "outro", mas disso eu não sofri.

                    Quando continuamos a amar quem nos deixou, tudo o que temos e por algum motivo nos ligava a esse alguém despoleta em nós uma contínua dor, que desencadeia outra dor, questionamos o que somos e que raio é que vamos fazer a seguir. Por puro masoquismo mantemos as coisas no seu lugar, na esperança de que tudo seja apenas um sonho mau, de um Morfeu Monstruoso que se apoderou da nossa vida por momentos, como se ele se fosse cansar de nos atormentar.

                 Mas hoje eu deitei as "memórias" físicas fora, não os objectos que continuam a ter utilidade, a caneca passou a ser apenas uma caneca, Watership Down continua a ser mais um livro, mas fotografias foram-se, os bilhetes de autocarro, os postais de dias comemorativos, a carta da irmã dele, enfim coisas mais que personalizadas.

                     Continua a dar um aperto no coração quando ainda amamos quem não nos ama mais, mas não nos resta muito mais a fazer...

 


                     

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

uma raiva recalcada

tenho raiva da distância que nos separa, e que tu culpas por não me queres mais
tenho raiva da distância que nos separa. e que me deixa reconquistar-te
tenho raiva da nossa excessiva proximidade que tornou tudo tão intensamente fútil
tenho raiva de ser trocada pela tua paz de espírito
tenho raiva da tua adolescência tardia
tenho raiva de não teres lutado por "nós"
tenho raiva de não teres dito nada mais cedo
tenho raiva de não ter raiva de ti e de continuar a amar-te como sempre amei
tenho raiva de não saber expressar a raiva que sinto
tenho raiva de não poder morrer de amor
tenho raiva de único homem da minha vida ser o psiquiatra
tenho raiva de ser só uma recordação
tenho raiva de não participar da tua vida
tenho raiva de continuar a querer-te e raiva da hipótese de te envolveres com alguém
tenho raiva de mim por te desejar o melhor que a vida te possa dar
tenho raiva de nunca mais falarmos em voltar a viver juntos
tenho raiva de todos os casais que vivem bem com a distância
tenho raiva da minha família por te considerar parte dela
tenho raiva por não poder fazer nada
tenho raiva de estar sozinha
tenho raiva de nós, assim sem nada dizer um ao outro
tenho raiva de quer passar o meu aniversário contigo mesmo não sendo nada

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

GRRRRR...

             Eu não sou nenhuma fundamentalista, mas enerva-me... As pessoas não ligam a nada a não ser para elas mesmas (que frasezinha redundante, e sem nada de novo para a sociedade). Tanto dinheiro investido em publicidade  para sensibilizar para questões ambientais, e a mensagem não passa... Mas são burros como portas?
                Que tipo de alminha deita pilhas para o chão? Pior: que tipo de alminha deita pilhas novas para  chão? Pior ainda: Que tipo de alminha deita pilhas novas no chão de um pinhal? Se olham apenas ao dinheiro, foi deitar dinheiro fora... Mas não sabem o quanto prejudicial é pilhas na terra? Em todo o lado há um pilhão amigo... Que nervos!

                   Não quero ser hipócrita, eu também deito para o chão as beatas dos cigarros,... não me censurem, há lá coisa mais libertadora que fumar um cigarro, e deitar a beata para o chão? É como se o cigarro fosse uma p*** que eu descartasse assim que me usasse dela ... que pessoa escroque que eu sou! Mas que é libertador e prazeroso É!!! E para descargo de consciência, volta na volta apanho lixo do chão, até para ver se me desprendo desse hábito de deitar coisas para o chão, mesmo que velhas, e sem uso... mas prejudicial ao ambiente!!! 

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Que vergonha, mãe!

                   É testado em animais, ela só faz isto para me enervar!!! Toda a gente sabe que a Roc é da Johnson & Johnson.... AAAAAAHHHHHHHHHHHHHH Sua feia, feia, feia...

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Carta de desamor

             Querido ex-namorado escroque,  
venho por este meio reivindicar o meu tempo perdido contigo, anos a tratar das tuas coisas com se minhas fossem. Muita roupa posta a lavar, cuidado com os prazos de tua competência, relo pelos teus níveis de colesterol, ouvir as tuas frustrações, partilha do meu espaço. Se há expressão que te assenta como uma luva, é o que os americanos usam: "you don't have boyfriend material".
Sempre esperei que o bom senso batesse á porta e visses que o que fazes comigo é um abuso da minha confiança, e um atentado á minha paciência e inteligência, que confesso ter andado um pouco á deriva. A tua má educação envergonha-me, a tua maneira de estar repulsa-me, a tua falta de cultura desperta uma tristeza com a raça humana que nem imaginas.
Sinto-me desmoralizada comigo mesma com o meu fraco discernimento a escolher namorados. Mas nem tudo foi mau, agora que vejo o propósito de entrares na minha vida, sim foi bom ter um objecto sexual, vibradores são frios, os dildos passivos. Chega a ser impressionante a tua inutilidade em todas as outras áreas, não sabes cozinhar, não és romântico, chegas a ser arrogante no meio da tua ignorância, falta-te iniciativa para tudo. 
Assim espero que percebas que o inevitável aconteceu, ruptura de laços afectivos e principalmente materiais, devolve-me as minhas coisas.
Diz-me alguma vez te passou pela cabeça que isto era para durar?
A minha auto-estima leva-me a ver que mereço melhor, sem que isso me faça cair no cliché ridículo a que tal está associado. E já há dois ou três em vista para te substituir, e não penses que vou cair no mesmo erro.
Sem mais adeus e fica bem.

14 de Fevereiro de 2010

p.s.- já andaste com a testa enfeitada, seu machão nortenho.