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terça-feira, 11 de dezembro de 2012

..trinas e mephas... essas merdas

        Eu tinha consulta, mas não fui. O que eu vou lá fazer? Não são os comprimidos que me vão resolver a vida, até os deixei de tomar, não ter horários tem dado cabo da minha cabeça, nem sei que dia é hoje, perdi de todo a noção do tempo, penso que deve ser o final da tarde.

            Sinto o tempo vazio, como o desperdício da minha vida, antes ainda queria fazer coisas novas mesmo em casa, isolada de toda a gente, agora nem isso não tenho motivação para nada, nem para dormir, aliás chego a ter umas olheiras dignas de quem não dorme há mesmo muito tempo.

            Porque não reajo? O que me impede de sair desta merda? É como se fosse paraplégica, não fosse capaz, a capacidade escapasse do meu controlo e ninguém está para me vigiar, não que queira, que não quero, até me afasto. E o pior é deixar mesmo de tomar a medicação, é como estar constipado e não querer tomar o antibiótico, a depressão condiciona a tomada de medicamentos, chega a ser uma contradição para quem se propõe a tratar-se. Há dias que nem me apetece tomar banho, quanto mais medicamentos.

              Já pensei em morrer, nem sei se sou capaz de tal, parece-me muito definitivo lol Vamos lá mas é tomar mais uns "prozolans" e mephas qualquer coisa, que só se pensa em merda e não havendo solução à vista ao menos que hajam drogas... os otários até podem acabar com as SmartShops, há droga na farmácia muito mais potente, se os putos soubessem... 

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Sertralina & Trazodona Mepha

      Isso de tomar sempre a mesma medicação é para principiantes, e gente aborrecida! Variar faz bem, e as farmácias precisam de vender, especialmente agora que fecharam 600 estabelecimentos que fornecem fármacos aos tótós dos clientes do sistema farmacêutico. É super animado tomar antidepressivos, uma pessoa ao acordar pela manhã, nada a alegra mais que olhar para caixas de comprimidos, é muito melhor que o Mokambo e o jingle do anúncio audio-visual. 
  
     Os meus pais a título de piada dizem que não falta acontecer mais nada, peço-lhes para sussurrarem para vida não ouvir, não vá a puta encarar tal como desafio. O meu eu sarcástico lembra-se sempre de Ain't got no/ I got life da Nina Simone, porque é isso mesmo, eu ainda não morri.

     Jovem se estás desempregado, o psiquiatra é solução, a medicação que ele prescreve, isso dos comprimidos da felicidade, vão dar-te cabo do apetite, assim como assim tu nem tinhas dinheiro para comer, e a medicação para dois meses por enquanto é comparticipada pelo Estado. A tua vida social resume-se a salas de espera com revistas dignas de passar pelas mãos dos funcionários da Torre do Tombo para reparação precedente de leilão milionário de tão antigas que são.



           Para compor o cenário, tenho a diz que para além de ser vista num sítio tão animado com a sala de espera do psiquiatra, temo que por força desta comichão que não me larga, mesmo depois de aplicar todos os cremes, e ingerido 3 tipos de comprimidos diferentes, já para não falar da injecção que levei no  rabo, que me declarem doida varrida por não conseguir parar de me coçar.

domingo, 11 de novembro de 2012

S.O.S. ou será mais S.M.S.

        Ao contrário, do convencional Save Our Souls, queria dizer ao mundo: Save My Soul... Isto de ter uma cabecinha complexa, acaba por nos dar cabo do corpo, digamos que desenvolvi uma reacção alérgica sem ter alergia nenhuma. Pensava que isso só aconteci em séries do tipo Sex and the City, quando Carrie acompanha Charlotte, ou será ao contrário, adiante, e Carrie desenvolve um ataque de pânico e uma reacção cutânea quando experimenta um vestido de noiva.

          Não, não foi nada que eu comi, não foi contacto com pêlo de rato, não foi mudança de creme, gel de banho ou champô (está tudo no fim do produto da embalagem), são os dias a aproximarem-se do meu aniversário, e o meu ex-namorado ter dito peremptoriamente que não vinha passar o dia dos meus anos comigo. Admito que tenho sido uma chata, mas nada que se compara à dor que ele me provocou em mim, essa dor que provoca borbulhas no corpo todo, náuseas  durante e depois das refeições (que são cada vez menos).

             Como em latim se diz Abyssum abyssus invocat , tirando paneleirices de pseudo-intelectuais, a brincadeira já me custou uma linda tarde/ princípio de noite no hospital, já me foi aos bolsos de uma maneira mais que violenta, e há-de dar mais saúde ao meu estômago.

               Se por acaso estiver enganada quanto à origem deste manto de borbulhas que cobre o meu corpo todo, dignamente farei um desmentido de tal situação 

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

O óbvio

      O assunto de hoje era previsível, sei que acabaria por falar disso aqui no blog mais tarde ou mais cedo. O Mário acabou comigo depois de 6 anos de namoro, e como é óbvio sinto-me na merda.

       Depois de um relacionamento de 6 anos é óbvio que o luto da minha relação com ele, se traduz num processo doloroso em termos emocionais que condiciona a minha percepção de mim mesma e da percepção em relacionar-me com outras pessoas.

        O Mário ajudou-me a resolver problemas (mal resolvidos) que tinha acumulado, como um terapeuta, amigo, companheiro e namorado. Ele disse coisas belíssimas, que um homem pode dizer a uma mulher, mas amor é eterno enquanto dura, e ele não me ama mais, não aprecia a minha companhia em contextos da vida dele, simplesmente não há mais espaço na vida dele para mim. Não é algo que o tempo poderá provar, a par da distância física que nos separa, a distância emocional é muito maior.

           Há pouco tempo superei a morte da minha avó, e quando morreu, uma das preocupações dela era se ia acabar a minha vida ao lado dele, ao que respondi que sim, e agora tenho este problema de consciência de ter falhado com o que lhe disse antes de morrer. E como é óbvio eu não posso voltar com a minha palavra atrás, ela morreu na ilusão de que eu tinha encontrado o amor da minha vida.

             Faz pensar que o que se viveu não passou de uma grande treta, já tive relações que acabaram e mesmo assim considerava que tinha sido boas relações mesmo tendo chegado ao fim, mas quando alguém te diz que não importa que não saibas as tuas raízes tu pertences a mim, (como mudei muitas vezes de cidades faz-me um pouco de confusão não ter esse sentimento de pertença, por isso para mim tinha sentido, e não considerava um cliché).

             Apesar de nunca me ter desligado o telefone, e me ter ouvido sempre, há algo de prepotente e superior na maneira como ele fala comigo, como é óbvio quando um namoro acaba, há sempre um que fica melhor que outro. E a superioridade dele é visível em fotos com gajas, com uma cara que até agora só se retratava comigo.

          Lidar com tudo isto é duro, além da parte emocional, é tudo o que tenho me recordar momentos da nossa relação, o Mário chegou mesmo a comprar-me o perfume que queria desde os meus 14 anos, as paredes do meu quarto foi ele quem pintou, ...

          Eu vou ficar para recordação, quando na verdade faço parte da vida dele, tem de se lembrar se pensa da maneira que pensa hoje em parte fui quem contribuiu para que tal acontecesse... e para ser recordação eu prefiro não ser nada, é como se tivéssemos morrido um para o outro, nunca mais nos vamos ver, como já referi não é que o tempo ajude a unir-nos, o tempo só nos vai fazer mais distantes, ainda mais distantes, e para isso eu preferia nunca o ter conhecido. Se isso faz de mim uma cabra insensível, acho que estamos bem um para o outro, já que para mim ele não passa de um cabrão egoísta que só pensa nele. 

            Depois de 6 anos ouvir qualquer coisa similar a "A magia acabou" é fazer de toda uma relação de fútil e oca.

domingo, 14 de outubro de 2012

Alprozolam+ Fluoxetina (ep.5)

Como eu me sinto quando tomo Fluoxetina pela manhã...

         
           Estou a sentir as náuseas matinais, não estou a sentir melhoras, e o meu preconceito em relação ao "problema mental" é obeso... A má disposição matinal acompanha-me até ao lanche, nem sei porque insisto em apelidá-la de "matinal", quando na verdade é diária. É uma constante sensação de estômago embrulhado, e vontade de vomitar.

            Fiz de tudo para adiar a minha ida ao psiquiatra, mas hoje estou arrependida. Hoje preciso de ir ao psiquiatra, preciso de dizer o que se passa na minha cabeça, e não me esforçar por sorrir, preciso de chorar, já não choro há muito...

             Antes era uma choramingas, chorava por tudo, até por ver o Toy Story 3, comecei por chorar inutilmente quando era pequena quando assistia aos desenhos animados "Mãe Panda" ou lá como se chamava. Chorar já me valeu 3 paralisias faciais, e não quero uma quarta, daí me conter... Sinto-me um Joker! 

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Alprozolam + Fluoxetina (ep.4)

           Amanhã eu vou ao psiquiatra... e nem sei o que lá vou fazer, porque nos últimos dias me ter sentido razoavelmente bem... no que se traduz em não chorar, ter "pensamentos maus" (pegar na cabeça de certas pessoas e esmagar), e cenas assim...

           Então que eu lá vou fazer? Por mim apanhava o autocarro e ia a Lisboa, a alternativa não me soa bem : ir ao psiquiatra falar de todos os dias maus que tive, não me parece terapêutico. Se estou "bem" recordar-me dos dias mais chatos pode despoletar emoções indesejáveis.

           É que o dia de hoje, até foi produtivo, eu socializei, fui pagar contas cá de casa, limpei a casa toda, até passei a ferro sem resmungar, só faltou limpar o meu quarto lol.... sempre o posso limpar amanhã em vez de ir ao médico... é assim que falo do psiquiatra às outras pessoas. A doença mental é quase um tabu, "se vai ao psiquiatra, é maluquinha"...

           O problema cada por ser mesmo esse, quando a pessoa está em baixo, por norma não coincide com dia de consulta, ora se eu não estou nem no Pólo Norte nem no Pólo Sul, estou mais próxima do Equador, vou lá falar das minhas viagens psicóticas??? Tenho medo de arriscar, até me parece mais seguro ficar em casa... Qualquer dia dou entrada de urgência na psiquiatria...

Mas eu hoje estou bem, juro!

                   

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Alprozolam + Fluoxetina (ep.3)

      Segundo as minhas contas, que nem sempre batem certo, entenda-se, eu estou a entrar na terceira semana de medicação prescrita pelo meu médico, desta segunda tentativa.

       Faz-me confusão como passo tanto tempo sem comer, e sem vontade de o fazer. Por exemplo, olho para o relógio que me diz que não como há coisa de 4 horas. Ainda há pouco bebi um copo de água que se traduziu num ardor ligeiro no estômago, similar ao ardor que tenho quando como coisas ácidas.

         Fisicamente sinto-me predisposta a fazer coisas normais que toda a gente faz, emocionalmente estou um trapo, mas um trapinho cuidado, como uma velha renda dos tempos áureos de uma avó já falecida, digno e cheirosinho. Nada de histerismos, ou ataques de choro, ou vontade de arranhar a cara, controlodinha que é um mimo, até mete nojo a cagados! 

           Sinto que emagreci, perdi peso, não sei é estranho, é como se houvesse um excesso de pele em mim que não me revestisse bem o corpo, tanta merda para dizer que me sinto flácida. A maneira que melhor traduz isso, e lá vou eu fazer piadas comigo mesma: eu antes era um mono-volume robusto, agora sou um cabriolet com uma lona de segunda categoria...

           Quanto aos comprimidos para dormir, só tenho de me queixar são mais as vezes que acordo a meio da noite não consigo adormecer mais, e bota de dobrar a dosagem para ver se adormeço... Agora é esperar pela próxima consulta agendada para dia 9 de outubro... está quase quase!

Mais ep.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Dia 1 de Outubro

        Hoje eu vou deixar de fumar, dizem que são precisos 21 dias, muita determinação e blablablabla... Eu vou deixar de fumar, porque fumar fica caro, e eu já não sinto tanto prazer em fumar como sentia, e antes que se torne um vício é melhor parar!

         Hoje eu vou arrumar o meu quarto como deve ser, depois de hoje tudo terá um sítio, e estará nele... eu encontrei uma caixa de suplementos alimentares preventivos de gripe A... e gripe A já saiu de moda há séculos, e foi a minha avó quem me comprou...

            A minha faceta forreta não me deixa deitar fora, e uma vez que está tudo dentro da validade, não vejo porque não tomar uns comprimidinhos de vitamina C, usar o álcool em gel (que me confesso fã) e as máscaras... não faço ideia o propósito do uso, mas hão-de dar para alguma coisa. Mas quero libertar-me das coisas, não quero parecer arrogante mas tenho coisas demais... atrapalham-me! 

             Também tenho a dizer ao mundo que após um ano (quase) de reflexão sobre a nova pintura do meu quarto eu finalmente decidi o que fazer às paredes, e vou fazê-lo sozinha, fique como ficar...

            Também vou desistir de ler o livro Hunter's Run, mete aliens eu pensava que era um livro de fantasia de época (desconheço se existe esta categoria), mas não de uma época futurista, sei lá tipo Terra Média com Elfos e assim... consigo lembrar-me do Mário a dizer: "Se mete espadas e o caralho, é  dessas merdas que deves gostar"... mas não era. Agora ando a ler um livro de época (lol) da altura da Restauração Francesa (dos "Afonsinhos" deles) e estou a gostar, ainda não acabei o primeiro volume...

               A atitude do mês, que eu espero que dure muito tempo, ou seja mais que 15 dias (lol) é: 

"QUEM MANDA NESTA MERDA SOU EU, 
ACONTEÇA O QUE ACONTECER"
                   Portanto vou riscar a parte que diz "ou seja mais que 15 dias (lol)", ok lá está, porque isso era o que eu fazia antes, agora já não vou fazer mais piadas comigo mesma.



sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Alprozolam + Fluoxetina (ep. 2)

            Já não sei se sou sozinha ou simplesmente só, se quero ser prática ou pensativa, ou se o sou de facto.

        Aumentaram a minha medicação, dizem que não querem correr riscos porque com a vinda do outono as pessoas ficam mais tristes, têm medo que me suicide, chamaram-lhe "pensamentos maus", que por momentos associei a dar uma tareia a toda a gente que come pipocas e comenta filmes no cinema. De facto eles não me conhecem, fazem caras de que analisa sabe-se lá o quê, escrevem pontualmente umas merdas e "vai lá para casa tomar comprimidos e volta daqui a 15 dias"! A verdade é que eu gosto da chuva, do frio, de andar com chapéu atrás... não sou do contra, sou mais pró-diversidade! E além disso eu tenho um creme novo!

          Tenho medo dessa gente, é gente que me invade a privacidade como se importasse comigo, como se fossemos amigos... Não somos! Mas é essa ilusão de como se fossemos de facto que me chateia... Sinto o meu conforto mental comprometido. como se me abraçassem sem eu pedir, é quase uma relação de amor com o meu cérebro, e eu não pedi isso, eu não quero...

               Apelidei os meus comprimidos de on e off, tomo fluoxetina para me manter ridiculamente on e alprozolam para uma noite de sono off. Nem quero pensar nas dosagem que estou a tomar, lembro-me sempre de animais exóticos em transportadoras aéreas com destino a zoológicos em países ditos civilizados.

          Efeitos secundários, já os sinto a fluoxetina dá-me náuseas e perda de apetite, sinto-me fisicamente fraca, o alprozolam dá-me pesadelos, não que não os tivesse antes, mas agora não consigo acordar a meio da noite quando os tenho, e acordo com medo, a sensação de aperto no coração, e os músculos do corpo tensos. 

                  Quando menciono isso "ao homem da minha vida" (o psiquiatra) ele lá volta a notar mais umas merdas, que mesmo que espreite não percebo nada do que lá está escrito. Deve ser um dos requisitos para ser médico: escrever como se fossem galinhas a raspar o chão... são desenhos abstractos bonitos, dignos de galerias de arte de um país que os valorize.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

A última vez

       Vivo do meu trabalho, sou funcionária pública, e estou sozinha com a minha filha, vivo num sítio que não é o meu, vim cá parar. O coração traiu-me, o meu marido, actual ex há já vários anos, ameaço-me enquanto estava grávida da minha filha, a mais nova. Mas já superei isso, houve mais para viver, há mais para viver, já se superou muitas mais coisas, ainda que não tenham comprometido a minha vida.

         Tenho força de vontade para continuar, agora com a mudança no meu departamento não sei o que vai ser o próximo ano, mas olho para a minha filha e isso dá-me força. Penso que sou uma grande mulher, apesar de ainda estar para saber o que é fiz com o meu filho mais velho.

           Uma noite o meu filho, maior de idade e com um historial em drogas de todo o tipo, saiu de casa para beber café, e passados três dias, três idas ao posto da Gnr, vários contactos para hospitais, inúmeras chamadas para os "amigos" do meu filho, e lá soube que ele estava em Aveiro.

            Meti-me no carro assim que me deram tal informação, eram 2 das manhã, e lá fui eu e a minha filha, procurar o meu filho. No meio de todo o transtorno, choro, vontade de gritar e a sentir-me sufocar de tanto nervo, eu olhei para a minha filha e vi o que lhe estava a fazer, ela ainda por cima tinha um teste nesse dia...

            Então eu parei o carro, olhei para ela e disse:

"Esta é a última vez que procuramos o teu irmão, a vida que ele escolheu é só dele, não pode ser nossa, não desta maneira, quando ele quiser apoio terá, até lá somos só nós as duas" 

             Obrigado...
Continuo interessada em Histórias da vida de cada um, sou uma cusca...
enviem para rarehappychild@gmail.com
nos mesmo alinhamento é pesquisarem por "vidas" na caixa de pesquisa e eram ver mais textos de gente com problemas que quer desabafar

domingo, 23 de setembro de 2012

Alprozolam + Fluoxetina (ep.1)

        É triste quando tu sabes que tens uma dependência, seja ela de que género for... desde cafeína, a qualquer outro tipo de "ina".

          A prescrição médica de certas drogas, das quais tu precisas, fazem de ti mais seguro quanto à tua dependência, como se fosse aceitável dadas as circunstâncias... mas não é! O aceitável é seres uma pessoa no mínimo segura de ti mesma, que desmoralizes como toda a gente mas que te levantes.

         A minha depressão não foi diagnosticada mais cedo porque eu não recorria a ninguém que me ajudasse, por preconceito da doença mental da sociedade em geral e de mim em particular. As minhas manias e esquisitices sempre foram tomadas como normais, principalmente por mim.

          Eu não gosto que me abracem, que me toquem, que me beijem como qualquer outro preceito social, não gosto que me perguntem como vai a minha vida só por perguntar, se o querem saber façam-no com sentido e sem segundas intenções, não gosto que se sentem perto de mim...

            Não gosto de ter conversas sem propósito, e se as tiver que seja eu a controlá-las, não gosto de falsa modéstia, falsos coitadinhos, de gente armada em interessante, de gente que não se interessa por coisa nenhuma...

             Eu gosto de ser só eu, dá-me menos margem para errar... fico ansiosa com pessoas em volta, mas não tem ataques de ansiedade, lasco o verniz das unhas ando de um lado para o outro, transpiro que me farto, à parte da transpiração tudo o resto é feito com descrição (penso eu)

              Falo sozinha na rua, e quando dou por mim tenho pessoas que me olham com desdém, e privo-me de o fazer para que pararem. Detesto gente ridiculamente feliz, tipo revistas do social, e tenho nervos quando vejo gente que age como se vivesse numa séria de comédia romântica.

(texto enviado, corrigido por mim sem alterações ao conteúdo do mesmo)
                 

sábado, 22 de setembro de 2012

Gaja em processo de divórcio - Mãe, pai, apoio e excelente mentirosa...

Então a vida como vai???

          Foda-se estou saturada desta frase... 
E só consigo dar aquelas respostas "cliché", cá vai indo, vai-se empurrando pra frente, pra frente é que é caminho...


        A minha vontade é gritar, gritar muito que a minha vida é uma valente merda, que estou no fundo do poço, que não sei que alternativas hei-de arranjar para que os meus três monstrinhos (leia-se filhotes adorados do coração).

     Não notem nas minhas olheiras até ao umbigo? Nas minhas resmunguices e na minha cara o desespero que me corre nas veias?


       Estou desempregada, sem rendimentos alguns (obrigada situação actual da conjuntura economica), com uma série de contas às costas que não sei como pagar, com créditos até ao tutano que o ex-Merdas lá vai pagando (embora sempre que se fale em dinheiro a discussão com ele toma contornos apocalípticos exigindo-me que pague a minha parte - que não sei onde hei-de ir buscar... talvez virando puta... dizem que todas as putas têm sorte...)...

         O ex-Merdas, não passa disso mesmo é ex e é um merdas, queixa-se que não tem dinheiro... recebe o ordenado dele, evapora-se para os créditos, recebe o extra do hobbie que tem e guarda-o em conjunto com a "puta da frigideira"... Vão de férias, passeiam, compra roupa nova, passeiam outra vez, jantam fora, vão passar noites a hotéis...

 E A COMIDA DOS FILHOS CARALHO?????????

Não pode, não tem dinheiro, tá complicado!!!

        Tenho dois pontos de apoio imediato, os meus sogros (que o serão sempre independentemente do ex-merdas) e os meus pais. Sim é graças a eles dois que não vivo debaixo da ponte e que consigo ter um carrito e que não fazemos uma dieta rigorosa de ar e vento...


         Cá vou vivendo... 
         Mais uma mentira, mais mais vou é sobrevivendo...


     Filhotes:

         Três, maravilhosos, lindos e a razão de ainda me apetecer sorrir...

         Matam-me a pouca sanidade que ainda existe em mim... entre guerras, lutas, zangas, as mais velhas não se calam um segundo. Acho que sou uma mãe neurótica, mas controlada. Grito, barafusto, apetece-me mandar aplicar um fecho nas bocas delas (mas penso que seria recusado o pedido), mas no fim vale a pena. 


       É cliché mas sabe bem ouvir ÉS A MÃE MAIS MELHOR DO MUNDO, AMO-TE MAMÃ.

Se perderam o primeiro, cliquem no link (isso no link que é link)

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Ela!

         Ela! é anónima, remetemos a coisa ao anonimato devido à delicadeza da situação a par da brutalidade do que se pensa e não se faz. Não imagino a dor, a raiva, a frustração do que é passar por um divórcio, e a menos que alguém o tenha passado, acho que são uns hipócritas os que dizem imaginar...

         A minha intenção era fazer um género de entrevista, mas como "o jornalismo é uma cena que a mim não me assiste", o "depoimento dELA!" é elucidativo do que está a passar... A proximidade com as situações deturpa-nos a visão, e não é como se fossemos psicólogos para avaliar o que vai na cabeça dos outros, temos direito a uma opinião, mas é só isso...

         Porque há uma linha que separa factos da interpretação dos mesmos! lol Há uma linha que separa tudo... Também há a linha que separa opinião dos outros da nossa vida, e é bom que para a sanidade mental de muito boa gente as duas realidades não se misturem.

          Imparcialmente falando, (imparcialmente o caralho) eu não sei o que faz uma mulher envolver-se com um homem casado e pai de filhos, sei que a banalização da coisa a fez "normal", mas na minha cabeça não o é. É uma vida que se destrói, com menores envolvidos, uma casa para pagar, e expectativas de uma vida a dois que vai pelo cano!

          Quando ao ex-Merdas, é uma subcategoria de Merdas, é preciso dizer mais alguma coisa? Eu não quero parecer daquelas gajas machistas que a culpa é sempre da outra gaja que o seduziu, mas sinceramente, e falando agora especialmente para gajas, nós sabemos o que uma gaja consegue fazer a um gajo, não me fodam.

             Estou receptiva a mais textos, sejam de quem forem os escritores ou contadores de histórias... é só enviarem para mim!

Enviem para rarehappychild@gmail.com 

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Gaja em processo de divórcio

Hoje não sou eu quem escreve, estamos (eu a publicar, "ela!" a escrever) a exorcizar demónios e ... cenas!

Abaixo as vacas!
Não as de toda a espécie, claro que não, precisamos do leitinho, da carne, do couro e outras coisas que não são chamadas ao caso.


 Abaixo as putas!

Não todas, apenas algumas.



            Já fui casada, agora pensando em tudo, possivelmente eu é que pensava assim, vou-vos apresentar a minha actual vida:

  • o ex-merdas:

 como mudaste assim seu filho de uma grandessíssima vaca mal parida??? ( com o devido respeito pela senhora que tem sido das pessoas que mais me tem apoiado, como é que daquelas entranhas e daquele coração nasceu uma tamanha besta quadrada??????) 


                Ai o amor faz-nos cegos. Ao longo de mais de tantos anos fui traída tanta vez, que tenho medo que a TAP ou alguma empresa de lowcost destas que agora existem, me enviem uma carta registada a obrigar a baixar a cabeça tal é o tamanho do par de cornos que tenho na testa graças a ti!



                Foda-se eu sempre fodi que nem uma cabra diz-me francamente que caralho vias tu no meio das pernas das outras???



               És um frustrado, sempre o foste! Olhas para o espelho e nunca gostaste do que viste, és gordo, careca, tens borbulhas e escondes isso com um "poder da palavra" fenomenal. No fundo, mesmo não querendo, tenho de te admirar! És um génio da aldrabice e dos esquemas, és tão genial que tu próprio acreditas no que dizes...


                Tenho raiva de ti, tanta que tenho de me morder toda e de me controlar para não te passar com o carro por cima, assim como assim ele já anda amassado era só mais uma amolgadela... Enojas-me, sim a palavra é essa, enojas-me. FOSTE O MEU MAIOR ERRO! É triste acordar e ver que a vida que tive contigo não passou de uma grande mentira. Eu era a certinha, a esposa, a mãe, aquela que ta dava por amor, aquela que se anulou para te ajudar a brilhar, aquela que sempre fez tudo sem reclamar... mesmo grávida... lembraste?


       Não vales uma merda, és um narcisista de primeira colheita, o teu ego é intransponível, a tua voz dá-me dores de cabeça (já cheguei a vomitar-me toda só de te ouvir ao telemóvel), pensas-te um Deus, um ser omnisciente! Tu és burro, uma besta, um banana! Tens medo de uma pitinha! És controlado à saída e à entrada, não mijas fora do penico, lavas, limpas, cozinhas e arrumas, viraste uma fada do lar. Comigo nada fazias, as meias ficavam no chão, a garrafa da cerveja vazia no sofá... foda-se!!! EU FUI UMA BESTA... aturei-te... a culpa é do amor... 


Há apenas uma coisa que gosto... mais à frente falarei...


  • a grande vaca (da frigideira- private joke)

PUUUUUUUUUUTTTTTAAAAAAAA.



   Peregrinação? Fé?


           Vivemos num mundo em que as aparências são cada vez mais importantes, cada vez se rege mais pelo parecer ser do que pelo realmente ser.



           Conhecemos-te, entraste na nossa vida, de várias formas, foste amiga acima de tudo, pegaste nos meus filhos, fumamos uns cigarros as duas, tomamos uns cafés e MONTAVAS FORTEMENTE O MEU MARIDO. 


      Aaaaaaaaahhhhhh como é lindo partilhar não é? Ensinam-nos isso quando somos pequenos...

Uma garota, com dinheiro comprou-me o banana do meu marido... Reles, nojenta, FEIA, SIM FEIA, borbulhosa, cebosa , tromba de cavalo, és asquerosa. Usas sotiens 2 tamanhos acima para pensarem que tens algo, mas afinal sais ao teu pai!( mais um triste que pensou ter criado uma jovem pura e casta, ahahah mal ele sabia que a filha já aos anos que roia com o dito mastro carnal de solteiros e casados à descrição... pobre senhor...).

Meu Deus o que o dinheiro faz às pessoas. Ela virou cliente e ele pagava-lhe em favores sexuais (isto lembra-me outra história... agora não interessa  nada...).


           Sabes o que gostava de fazer, por uma vez que fosse? Dar largas ao meu lado psicótico, neurótico e acabar contigo, bem devagar, bem lentamente, utilizar todos os requintes de pura malvadez... e juro que são muitos os que me passam agora pelo cérebro. 
            
         Sim gostava de matar-te, fazer-te engolir em forma de gotas de ácido todas as dores e lágrimas me fizeste sentir e eu ali de poltrona a ver-te gritar como louca suplicando pela vida, pela minha compaixão e cada grito teu seria como um calmante fortissimo que me iria finalmente fazer desaparecer a dor que ainda aqui tenho dentro...



Por hoje chega... outro dia falarei de como é ser mãe, pai, apoio e uma excelente mentirosa...