segunda-feira, 26 de julho de 2010
sábado, 24 de julho de 2010
Carta sem destinatário
Já fui a tua casa! Eu sei, tardei em enfrentar os meus medos, mas chego à conclusão de que tinha razão. Quem por lá mora, determinou que era melhor deitar tudo o que era teu fora; sobrou uma caixa com documentos teus, dois vestidos e três fotografias. E tirando isso, nada dá a entender que por lá viveste uma vida, a poltrona da sala, é só isso, uma poltrona, o teu quarto ficou feio...
Mas consegui resgatar o nosso tesouro, secreto, que ninguém sabe o que é, que ninguém dará por falta. Cheguei tarde para ficar com os teus lenços, foram para o lixo; se bem que me poupa os ouvidos pelas apreciações (pouco) fashion do Mário, sabes que agora são todos comentadores de moda. É meu por direito, é pedaço de mim e de ti, das nossas memórias, de mais ninguém. Ninguém lhe dará valor, não passa de uma peça velha e disfuncional, que para nós tem sentido e sentimento.
A minha raiva passou, sabia que a minha dor não podia ser causa deste reflexo de frustração, raiva, ódio, agora só sofro do meu egoísmo por te ter perdido, da tua vida que fugiu de mim. Não foi o cancro que te matou, foi o cansaço de uma vida preenchida. Estou tão orgulhosa de ti, não posso expressar o quanto; de um orgulho que me enche o coração e me faz chorar de alegria. Tu és a minha sobrevivente à doença por nunca baixares os braços durante três anos, por mais frágil que pudesses parecer.
Viste como não chorei!!! Não houve música alegre e gargalhadas como vezes sem conta me confidenciaste que querias, mas eu tenho mantido o espírito animado. Se um dia nos voltarmos a encontrar sei que será para nos rirmos das pérolas que por tal situação aconteceram, no nosso sentido de humor negro e distorcido... eu tinha de sair a alguém, no que toca a gozo é a ti, definitivamente.
Sinto-me mais pobre, espiritualmente mais pobre! Acho que é desta que começo a acreditar no céu, num céu que possas descansar, e que me descansa por pensar que agora estás bem.
Amo-te por me amares incondicionalmente.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
domingo, 18 de julho de 2010
Querido "AVEC"
Espero que se encontre bem de saúde, e que a viagem de regresso a Portugal tenha corrido bem, nesse carro que jura ser seu, que duvidamos dada a frequência que troca de carro. Por cá continuamos na mesma, a saber fazer contas, e com a noção de quanto se ganha e gasta por essa Paris de França. Como vai o panorama de construção civil por lá? E o pó de França limpa-se melhor?
Se a Paris de França lhe deu trabalho, e dinheiro para fazer uma casa digna de "Doutor" no seu país, tirou-lhe muito, diversão, família, acolhimento dos seus demais conterrâneos, mas precisa de vir homenagear o seu país de "acolhimento" falando-lhe a língua que lhe está vinculada, ou olhar para nós com desprezo esnobe de colonizador.
Caro amigo, gostaria de lhe informar que já não há paciência para tanto "çava" e "de vacances" e termos demais generalizados, num francês escroque que o meu amigo quer fazer parecer que é idiomático. As tendências que traz de lá, aqui são ridículas, o vestir bem, o saber estar são apropriadas à situação, ora se está em Portugal, deixe os seus usos imitados (sabe-se lá de quem) na fronteira que por cá rege a maioria, que ditando a normalidade não é "parolá".
Se há coisa que não deve ser boa é a condução em França, há boa que trazem de lá, fico chocada como Portugal é considerado um dos países com mais sinistros na estrada, fico mesmo admirada como tanto "avec" sobrevive ás estradas francesas.
Espero que a estadia por este país que por termo de comparação pouco vale, dado que "Na França é que é Bom", seja boa, e que se cinja à licença que lhe passamos só para os meses de Verão.
RareHappyChild, 18 de Julho de 2010
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Há com cada idiota!!!
Conhecem aquela teoria da conspiração que diz que as canetas Bic são dispositivos alienígenas para nos controlar? É tão estúpido, mesmo que por momentos hesitemos em contar quantas canetas Bic estão em nosso redor (6 conto eu, já agora só para saberem, não que queira dizer alguma coisa com isso). É tão absurdo que até contarmos é uma lufada de ar fresco no meio de tal idiotice.
Pior que as canetas Bic, dou por mim a pensar, em objectos que me rodeiam em grande quantidade. Sei de antemão que são cestos, quase cogumelos, cestos de verga são como cogumelos em minha casa.
Há cestos para revistas, para a lenha, para a fruta, para plantas, para cebolas, para produtos de beleza, para guardar outros cestos. Eu ainda me esforço por despacha-los, deixo-os "acidentalmente" em casa onde vivi, encho-os de coisas várias para oferecer, mas esta praga não desaparece da minha vida. Só na cozinha há 8 cestos de verga.
Sei que gaja que é gaja, tem de ter cesto de verga, nem que seja para guardar perfume na caminha do quarto... E então também é um dispositivo para controlar a gaja, Cambalhotas?
Outra coisa que tenho em quantidade estonteante, camisolas ás riscas, t-shirt's ás riscas, casacos ás riscas, cascois ás riscas, malas ás riscas... serão as riscas uma maneira de controlar alguém? Mas por quem é que estou a ser controlada? Eu tenho um Q.I. dentro da média, este ano tinha 116, não tenho nada de extraordinário para um ser humano... Haverá algum interesse dos alienígenas em mim?
Outra coisa que tenho em quantidade estonteante, camisolas ás riscas, t-shirt's ás riscas, casacos ás riscas, cascois ás riscas, malas ás riscas... serão as riscas uma maneira de controlar alguém? Mas por quem é que estou a ser controlada? Eu tenho um Q.I. dentro da média, este ano tinha 116, não tenho nada de extraordinário para um ser humano... Haverá algum interesse dos alienígenas em mim?
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