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domingo, 17 de fevereiro de 2013

Correr é para quem tem pernas

        Hoje apetece-me dizer coisas horríveis, fazer parte das bestas da internet que só dizem merda e ofendem gratuitamente as outras pessoas, e vou começar da maneira mais odiável de todas: pisar em quem está no chão, sim vou criticar Oscar Pistorius.

             Não sei se ele matou a namorada ou não, sinceramente não quero saber, aquela pessoa nem devia correr, ainda estou para perceber porque ninguém teve coragem para dizer: "Atletismo nos Olímpicos é para quem tem pernas, e tornozelos, e já agora unhas dos pés". Quer dizer percebo, ser atleta federado é viver de patrocínios e de ser comedido nas declarações para não os perder, pelo menos em modalidades mais massificadas. E como vivemos numa sociedade tão tolerante com deficientes acabamos por os discriminar tão positivamente, que acabamos por subverter a realidade.

              Agora devem estar a pensar na pessoa mesquinha e reles, mas pensem o Tiger Woods quando fez as operações aos olhos, foi impedido de competir em certas competições por estar em clara vantagem, sim os coleguinhas dele, profissionais do golf (que desconheço o nome, aliás só conheço o nome do Tiger Woods de anúncios publicitários, e do escândalo que foi o adultério dele) fizeram queixa devido à nova capacidade da visão dele ser mais precisa graças às operações.

               O Pistorius não tem, nem nunca terá o problema que tenho hoje, saltaram-me as unhas dos pés, mal consigo andar, quanto mais correr, este atleta porque a vida lhe tirou as pernas, e é uma desgraça não ter pernas, mas tem uma sociedade que o beneficia e que lhe permite correr profissionalmente mesmo sabendo que ele está em vantagem... ai coitadinho é deficiente!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Você sabe quem é...

Nelson Oliveira, Telma Santos, João Pedro Silva, Irina Rodrigues, Joana Ramos, David Rosa, Ana Rodrigues? Ok são nomes recentes que nos entraram pela casa pela caixinha mágica...

Mas a Clarisse Cruz, o Bruno Pais, Beatriz Gomes, Diogo Carvalho, João Costa, Vânia Silva ou mesmo João Pedro Monteiro? Também não lhe dizem nada?

São só atletas que foram o ano passado aos Olímpicos em Londres, por isso nos próximos não exija nada de quem não conhece...

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Renato Seabra

        Esta é a minha opinião, sem qualquer intuito de ofender ninguém, puro entretenimento... ou talvez não! Pensei por vocês próprios, sejam objectivos e deixem-se se sentimentalismos baratos. Antes de me julgarem, eu tenho a dizer que sou familiar de uma pessoa que também praticou um crime muito grave, quase semelhante ao do Renato Seabra. Por isso não esteja aí sentado a pensar que não passo de uma menina fútil que nada sabe da vida!

        Sendo de Cantanhede, não me posso armar em ingénua, eu privo, ou melhor vou privando com pessoas de alguma maneira relacionadas com o Renato. Cá todos são muito... condescendentes, saudosistas, e sei lá mais o quê, de uma maneira doentia! Tira-me do sério, toda a lengalenga de "bom menino", e que a culpa é do "paneleiro" (que só por acaso é a vítima).

        Já ouvi de tudo, desde que o Renato era violado (sim você leu bem, um puto de 20 e poucos anos, subjugado fisicamente a um velho débil), que foi um acto de loucura (como se todos agora fossemos psiquiatras), coitadinha da mãe que está de baixa psiquiátrica (MÃES DE RECLUSOS PORTUGUESES PREPAREM-SE PARA SACAR DINHEIRO AO ESTADO)...

       Os crimes contra homossexuais parecem coisa menos, portanto há os crimes contra a humanidade, os crimes contra a banca (estou tentada e trocar a ordem!), crimes contra homossexuais imediatamente vêm os crimes contra os animais... entenda-se que pouco acima estão os crimes contra os homossexuais...

              Eu não conheço o Carlos Castro, mas respeito quem o tenha conhecido, o homem até podia ser ladrão, mas o Renato tem de ser julgado... mas pronto, toda a máquina jurídica estadunidense que funciona com eficiência e rapidez muito superior à nossa, chega lá um português e encrava aquilo...


quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Venda de sexo aos 7 anos de idade

              Ontem para que conste fui ao dentista e tive um dia memorável em casa, arranquei um dente do "ciso" ou do "siso" como lhe queiram chamar... eu não tinha espaço na boca para ele, não espaço para "juízo" em mim. Resumindo eu passei o dia em casa, no chão da sala a ver televisão e a queixar-me das dores.

                Depois da tarde de ontem, tenho um novo ódio de estimação: o TLC, um canal no MEO, o que muitos chamariam: "um canal para gajas"! O pior do canal é mesmo a programação (que raio haveria de ser?) eu vi parte do programa: "Toddlens & Tiaras", há tudo um mundo repleto de estúpidez que eu desconhecia...

                  Eu já achava de mau tom andarem a vender sexo a míudas de 12 anos, com grupos como "One Direction", o tipo que parece uma lésbica... o Justino Castor, mas miúdas como Eden Wood, Alexis e Isabella é um mimo para qualquer pedófilo que se preze! Para além de aquelas mães estarem a matar a infância das filhas!

                  Nada mais é que uma exploração infantil que gera muito dinheiro!

                  E se isto não é vender sexo, eu não sei o que será!
  

Camadas de maquilhagem, roupa de strpper, extensões de cabelo, auto-bronzeadores,  horas para dar conta do recado, que podiam ser passadas a brincar e na escola!

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Transexualidade

           Define a OMS que a transexualidade é um género de transtorno de identidade de género. Ou seja é uma doença do foro psicológico, em que o individuo não aceita a sua condição de género determinada pelo seu sexo... sim porque agora sexo e género são coisas distintas, não é bem de agora, é esta coisa da aceitação social da coisa, porque academicamente a coisa tinha um enquadramento diferenciado há algum tempo.

       O polêmico na minha cabeça é a administração de hormonas a crianças, que não se identificam de acordo com o seu sexo, ou seja, que a uma miúda de 4 anos que se admite como rapaz, lhe seja dado testosterona.  

         A bem dizer a polémica está no dualismo, entre a prematura ou precoce administração de medicação e o zelo pelo bem estar psicológico e físico do individuo, tendo em conta que em casos extremos as pessoas que padecem deste tipo de patologia mutila-se!

          Quando falamos destes assuntos, não é apenas a componente religiosa, socio-cultural, ou que mais aspectos que tenhamos em conta, é principalmente o facto de reportarmos este facto para a nossa vida, é aí que deixamos de ser imparciais no tratamento de assuntos que podem afectar a nossa vida de alguma maneira!

           Imagine que é pai de uma criança que não gosta daquilo que é, e não estamos a falar se é gorda ou magra (que se resolve com a idade, ou com uma dieta), estamos a falar de não gostar de ser uma menina mesmo o sendo... e a indústria farmacêutica está  preparada isso como se de uma dieta se tratasse mas não é... Imagina se o teu filho, corta-se o genital? Se a tua filha corta-se o peito, as ancas?   

sábado, 14 de julho de 2012

Violência doméstica

Não tem classe social, faixa etária, género, tem apenas uma casa que se pretendia um lar.

Um amor violento

Obrigado por ter publicado no meu mural



sábado, 7 de julho de 2012

Eutanásia

          São vários os temas sobre os quais eu não tenho opinião formada, que por mais que eu pense neles há sempre um contra-argumento muito forte que não me deixa segura da minha posição. Mas os que mais me incomodam são a Eutanásia e a Transexualidade.

           A minha opinião não vai de encontro com nenhum princípio religioso, em nenhum dos dois temas!

           Eu sou a favor da eutanásia! Eu acredito que o individuo pleno das suas faculdades mentais, possa determinar, perante uma doença terminal, e gradualmente dolorosa e incapacitadora a nível físico. Mas sou contra, no caso de querer morrer porque se quer... A sério eu vi um documentário onde um casal queria morrer junto, e na minha cabeça isso é inconcebível, eles tinham decidido que já chegava viver, que tinham tido uma vida gratificante e que estava na hora... E nem ele, nem ela, queriam viver sem a companhia do outro.

            Mas o meu conta-argumento a mim mesma, diz-me, que antes uma morte assistida do que o casal por convicção morrer em casa, tendo um de matar o outro e depois matar-se... É aqui que a minha opinião se difunde, se torna pouco clara, porque parte de mim, quer acreditar que cada um pode fazer o que quer, e outra quer norma e "moralidade"... (seja lá o que isso for).

            Pessoas que querem morrer só porque o mundo não faz sentido, sem a companhia do seu par, não precisam de "morte assistida", precisam de tratamento... É isso que a normalidade da sociedade nos diz... essa normalidade que dita que somos um todo coeso... mas que somos nós para determinar o que os outros deveriam achar normal?   

             A transexualidade fica para outro post...    

segunda-feira, 21 de maio de 2012

TedX

           Eu fui a um TedX... um WEEE para mim, que sou uma fixe e fui a um Tedx, por questões de privacidade não vou dizer onde, ninguém perguntou, ninguém quer saber, ninguém precisa de saber... E já houveram outros desde que eu fui, por isso não há como associar.

            Para os que não conhecem o conceito Tedx, consiste numa conferência onde Yuppie's (já pareço um velho a falar) querem convencer gente na casa dos 20, na sua generalidade, de que eles são capazes de tudo, desde que trabalhem, não desistam, e invistam dinheiro, mesmo que sem retorno. 

             E esta foi a definição mais tendenciosa de sempre!!! Fiquei revoltada, porque parece uma nova religião, onde espremido se diz sempre a mesma coisa: Não desistir, Trabalhar, Investir, Continuar Motivado!!! Discursos motivacionais, não faltam e nem são o problema, o problema está em não tratar a realidade com a seriedade que merece, a vida não é um filme americano que acaba sempre bem.

            Também tenho a dizer que me aborreceu a história mal contada, ou se quiserem mal vendida... Sim TedX é um negócio, vocês pagam, e pagam bem... e para quê? Para saírem de lá eludidos... _Estamos a mudar de paradigma, por que estamos a substituir competição por cooperação/ parceiras... Mas ele está a falar do quê? Parcerias existem para que empresas fiquem mais competitivas...

              Houve um orador que nos chamou atenção para as maravilhas da nanotecnologia, entre contornos de ciência que eu não domino, o senhor garantia que a nanotecnologia seria a cura de doenças terminais como cancro... e a esse senhor eu tenho a dizer:
_Cale-se, poupe-se à vergonha de parecer um ignorante sentado no café a especular sobre o estado da economia mundial, a industria farmacêutica iria viver do quê? Vamos falar da relação de custos investidos em cuidados paliativos e investigação para a cura? 

              TED talks? mas que Ted Talks? Parece uma aula convencional, onde tem um orador que faz um monólogo de 15 minutos ou mais, nada de inovador para quem frequente o ensino normal, um fala, e todos ouvimos, não há muito dinamismo, ou interação entre plateia e oradores...

               Tenho a dizer que comi muito bem nas pausas técnicas para café, e no almoço... Lasanha vegetariana grrrrrrrrrrrrrrrrrrr
         
             
             
             
               

           


terça-feira, 15 de maio de 2012

Low cost

           O conceito Low Cost traduz-se numa democratização da economia, em que todos (ou a maioria), têm acesso a serviços e produtos. Qualquer puto do primeiro ano de ensino superior de um curso de economia, gestão ou qualquer outra coisa, sabe que a diferenciação de preço é consequente da ineficiência da economia.

        Bem sei que todos gostamos de potenciar o nosso consumo, mas facto é que o low cost mata a existência de postos de trabalho... ei além tem de trabalhar! Arrisco-me mesmo a dizer que o low cost mata a classe média.

            Democratização da economia é um conceito bonito! Todos participamos, mesmo que sejamos uns parasitas da sociedade... é como se a economia fosse um ecossistema lol... mais democrático que isto é impossível. Ora subsídios de inserção não compram ténis Nike, e se calhar, mas só SE CALHAR as pessoas que os recebem (os subsídios) deveram ter mais que pensar do que nos ténis Nike, mesmo que em Outlet.

               Choca, mas o capitalismo é um sistema económico como outro qualquer, e este sistema tem muita gente com muito valor, e sem valor nenhum, em que há licenciaturas de tudo e mais alguma coisa. Por exemplo o curso superior de Solicitador, todos podem ser solicitadores, com ou sem curso, eu posso tratar de assuntos do meu vizinho e cobrar-me por isso, desde que o dito vizinho me dê uma autorização... para quê um curso? O argumento mais bonito que ouvi foi: "Foi para reconhecer solicitadores mais experientes"... (?) Na minha cabeça surgiu logo : "Então vamos fazer um curso de empregadas de limpezas?"

           Outra coisa que gostaria de referir, mesmo que desenquadrado do título: "Portugal, hipster da economia mundial" nós já pensávamos que conseguíamos viver do sector serviços antes do Dubai o ter conseguido e bem. lol  A realidade é: " Temos de viver de coisas tangíveis e palpáveis"

                 

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Exploração Infantil

            A exploração infantil tem desígnios que mudam de acordo com os progenitores do infante em questão. Passo a explicar a minha ideia, "Jovem és filho de pais divorciados, a tua mãe recebo pensão do teu pai, a tua mãe gasta-a em restaurantes e cabeleireiros da Linha, tens de trabalhar camuflado pelo dever de saber o que custa a vida"; "Jovem és filho duma recepcionista de dentista, tens o teu pai desempregado há 2 anos, precisas de uns trocos extras, tens de trabalhar". Nunca se depararam com situações próximas que enquadrem o cenário? Se sim, é redundante dizer-vos qual é mais aceite socialmente, sendo o jovem menor de idade igualmente em idade escolar, mas para que fique claro sim, é o menino da Linha, que concilia o seu trabalho na Telepizza com o 10º ano; ao outro são levantadas todo o tipo de questões.
               
            A exploração infantil tem desígnios que mudam de acordo com o tipo de trabalho que se faz, se a menina de 6 ou 7 anos anda de casting em casting, em sessões fotográficas, desfilar ou a aparecer nos Morangos com Açúcar, perdendo aulas, ganhando ilusão, alimentando a vaidade dos pais, está tudo naturalmente bem; se a menina de 6 anos passar a ferro ao final do dia, ou mesmo aos fins de semana faz uma hora que seja a varrer o chão de um café, precisando desse dinheiro para comer, já não é bem a mesma coisa.

             A exploração infantil tem desígnios que mudam de acordo com o país onde estás, enquanto na nossa realidade a coisa ainda se vai discutindo, noutro país trabalho é somente trabalho não importa quem o faz 

sábado, 24 de julho de 2010

Carta sem destinatário

            Já fui a tua casa! Eu sei, tardei em enfrentar os meus medos, mas chego à conclusão de que tinha razão. Quem por lá mora, determinou que era melhor deitar tudo o que era teu fora; sobrou uma caixa com documentos teus, dois vestidos e três fotografias. E tirando isso, nada dá a entender que por lá viveste uma vida, a poltrona da sala, é só isso, uma poltrona, o teu quarto ficou feio...
         Mas consegui resgatar o nosso tesouro, secreto, que ninguém sabe o que é, que ninguém dará por falta. Cheguei tarde para ficar com os teus lenços, foram para o lixo; se bem que me poupa os ouvidos pelas apreciações (pouco) fashion do Mário, sabes que agora são todos comentadores de moda. É meu por direito, é pedaço de mim e de ti, das nossas memórias, de mais ninguém. Ninguém lhe dará valor, não passa de uma peça velha e disfuncional, que para nós tem sentido e sentimento.
          A minha raiva passou, sabia que a minha dor não podia ser causa deste reflexo de frustração, raiva, ódio, agora só sofro do meu egoísmo por te ter perdido, da tua vida que fugiu de mim. Não foi o cancro que te matou, foi o cansaço de uma vida preenchida.  Estou tão orgulhosa de ti, não posso expressar o quanto; de um orgulho que me enche o coração e me faz chorar de alegria. Tu és a minha sobrevivente à doença por nunca baixares os braços durante três anos, por mais frágil que pudesses parecer. 
        Viste como não chorei!!! Não houve música alegre e gargalhadas como vezes sem conta me confidenciaste que querias, mas eu tenho mantido o espírito animado. Se um dia nos voltarmos a encontrar sei que será para nos rirmos das pérolas que por tal situação aconteceram, no nosso sentido de humor negro e distorcido... eu tinha de sair a alguém, no que toca a gozo é a ti, definitivamente. 
         Sinto-me mais pobre, espiritualmente mais pobre! Acho que é desta que começo a acreditar no céu, num céu que possas descansar, e que me descansa por pensar que agora estás bem.
                        Amo-te por me amares incondicionalmente.

quinta-feira, 18 de março de 2010

A educação

             Ora como prometido, cá vamos nós divagar sobre a educação desta geração infante que nos precede, e não, ainda não é hoje que vou falar mal da "Geração Morangos com Açúcar", que tantos pesadelos me dá.

         Já repararam que agora não há miúdos mal-educados? Eles agora têm uma personalidade forte ou vincada.
         E irrequietos, conhecem algum? Claro que não, eles agora são hiperactivos.


           É verdade termo "mal-educado" é coisa de tempos idos, ou isso ou de pobre, digo em tom de brincadeira é certo, mas ricos mal-educados também não os há, já repararam, eles são mais irreverentes ou rebeldes sem causa,lol.
            Bem, e não esquecendo o tema de hoje, o termo foi substituído por "personalidade" , se a criança faz comentários inconvenientes, actos despropositados, já não tem a mesma denominação, recorre-se a termos pseudo-psicológicos, arranjam-se relações causa-efeito de uma análise de ser trazer por casa ou mesmo nas conversas de café.
           Outra denominação que é recorrente nos pais para se desculparem da falta de acompanhamento aos filhos, é a "hiperactividade". Não se aperceberam ainda do boom de crianças hiperactivas que anda por aí? Eu tenho conhecimento de um monte delas, são por norma, descendência de uma gente mais ou menos formada, que os seus filhos têm de ter pelo menos um ou outro problema, desses novos que até fazem os problemas parecerem giros, como por exemplo défice de atenção. 
          Atenção: não estou de maneira nenhuma a desvalorizar a Psicologia, os paizinhos é que a banalizaram melhor do que eu até á data, educar é diferente de criar; criar, criam-se porcos, educar dá trabalho, e á desistência não se pode apelar a uma ciência qualquer para justificar o ter-se ficado pela rama da educação.
          As criancinhas de hoje não podem provar o sabor, mesmo que ao de leve, da frustração, e por isso há que se comprar tudo o que a criança pede; da tristeza, da decepção,... Lembro que aqui há uns meses, em Seia, na fila de um supermercado ter ficado chocado por uma menina de 8 ou 9 anos ter batido ao (pensei ser) avô, e mais chocada fiquei que depois do avô fazer o que lhe era devido, ou seja, bater de volta, a avó ter dado colinho á menina, não fosse ela chorar.
          Que tipo de geração estamos a formar??? Ou a permitir que se forme???
          Os pais têm de ser pais, e não amigos; e os miúdos precisam de regras

A culpa não é da televisão, da escola, da internet, é da negligencia dos  pais que não acompanham os filhos, que não sabem dizer-lhes "não", até porque isso dá uma dor de cabeça desgraçada.




quarta-feira, 10 de março de 2010

Tristeza

            Há um monstro que, depois de muitas tentativas, conseguiu o que queria. Monstro traiçoeiro este que andava a fintar há já algum  tempo, exorcizando possíveis indícios da sua presença. Covarde, como a maioria dos monstros que nos oprimem, a única maneira de alcançar foi seguir-me e sem que desse conta apanhar-me desprevenida.

           Não me larga, é como se estivesse sobre os meus ombros e põe-me cabisbaixa, e pouco consigo ver para além do meu umbigo; e das poucas vezes que me ergo é para ver os outros monstros, porque o meu só para tal me orienta.

            O meu monstro é sádico, ele gosta de me fazer chorar, se não choro por ele, choro só pelo acto de chorar; ele não me deixa pensar direito, tira-me a motivação, a paciência, a alegria, tira o meu eu de mim, como se restasse apenas a matéria sem a essência.

            Ele sabe que há pessoas que dependem de mim para seu bem estar, mas pouco importado está com isso, alimentando-se da minha cedência, ele vai crescendo, tornando-se mais pesado, mais forte, mais cruel, sem limite para parar. Começo a pensar que o meu monstro já faz parte de mim, e assusta-me por que de mim quero-o tirar, com ele vivo convencida de que mais ninguém preciso, e conformo-me ao que ele me dá por mais que o queira afastar.

            Fica incontrolável a situação, entre cigarros e cafés desmedidamente tomados, a passividade como se uma coisinha amorfa fosse, a melancia em mim faz-me cambalear em sensações deprimentes.
            NADA ME ANIMA.