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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Campanhas Solidárias

        Toda a gente conhece uma história mais ou menos próxima, ou talvez até histórias, de campanhas solidárias que, em algum momento falharam, seja na distribuição de bens, na apropriação inadequada dos mesmos por parte dos colaboradores que se queriam de confiança. Redundante dizer que tudo tem falhas, e o importante é não perder a fé na solidariedade desta sociedade que se diz tão tradicional e cheia de valores... blábláblá

      Mas hoje fiquei especialmente admirada com a leviandade de quem recebeu o que dei, simplificando: está a decorrer no centro comercial local (escusado dizer o nome até porque só há um neste subúrbio) uma campanha tipo "dar e receber", vocês doam as vossas coisas (em bom estado) e recebem descontos nas lojas aderentes. Feita estúpida dei um par de calças praticamente novas, que me estavam largas, e uma vez que não quis comprar nada "troquei" por um lanche.

             O objecto da admiração deve-se ao tratamento que a funcionária deu ao que dei, e o modo de como me tratou, isto já para não falar de conversazinhas paralelas com as colegas com tom de troça. Cheguei mesmo a ouvir, sendo dito sem muito pudor, "Se fosse a ti, abri e ficava com isso" mesmo à minha frente. Bolas eu não queria que me sacralizassem, palmadinhas nas costas e elogios à boa pessoa que sou, mas fogo: Boquinhas?

             Dá mesmo vontade de continuar a contribuir!    
       

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Isabel Jonet

        Sinceramente não percebo a razão de tanta polémica, foi bastante claro o que a senhora do Banco Alimentar quis dizer. Não passa da mesquinhez das pessoas a falar mais alto, com a agravante da anunciada abstenção na próxima recolha de alimentos a decorrer entre os dias 1 e 2 de Dezembro.

       Se o Banco Alimentar tem falhas, eventualmente as terá, desconhecendo eu a natureza das mesmas , mas as palavras da senhora são bem perceptíveis, traduzindo-se em contenção nos gastos com a alimentação. Ora se alguém não tem dinheiro para o dito bife, terá de comer algo mais em conta, eu não como bifes todos os dias (olhando ao sentido mais imediato das declarações) não tão pouco alimentos de igual valor.

        Já não há paciência!!! "Ai que vamos fazer boicote" Parvos o Banco Alimentar vai para além da Isabel Jonet, e a mim parece-me que só queriam um pretexto para não contribuir!

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

outro tipo de prostituição

              A maior parte de nós, mesmo que durante a adolescência, que é um período em questionamos tudo o que é preceito social, pensou qual seria a pior prostituição... a prostituição enquanto venda de sexo a troco de dinheiro, prática regular mas efémera, tipo lusco-fusco 5-7 minutos (ainda me interrogo no que os gajos fazem nos restantes 50 minutos, se pagarem uma hora).... ou a prostituição enquanto venda da própria existência não só por dinheiro como também por estatuto, qual delas a mais grave?

             O corpo tem um preço, e até dizem que o preço depois dessa actualização (ou update, como queiram) que foi agregar ao corpo lingerie La Perla e acessórios de ouro que acompanham roupas igualmente caras, se tornou toda a situação um luxo... toda a glamourização do que socialmente a maioria considera lixo, putas finas... E uma vida submissa, uma vida de aparências, uma vida com um homem que não respeita a mulher, a insulta, a culpabiliza de coisas quem nem são responsabilidade dela, lhe bate, não ouve um "não"... sabendo o preço, o que é que essa humilhação traz à mulher?

               A troco do quê é que mulheres se calam ao ser humilhadas e desvalorizadas?
             
             A adolescência já lá vai, questões como estas já não me inquietam o espírito (este blog é meu, e se eu quiser mentir, minto)...  

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Ficas mais velho quando...

  • Te esqueces que nascem pessoas todos os anos
  • abraças o preconceito
  • tens conversas dignas do "Ponto de Encontro"
  • te desculpas rebaixando a vida dos outros
  • sofres de dor de cotovelo
  • queixas de tudo o que mexe e não mexe
  • pensas que o tempo passa a correr
  • não olhas para quem passa
  • omites o teu sorriso a quem te está próximo
  • usas o termo "modernices"
  Deixa-te disso, só te faz mal há pele. Não haverá maquilhagem, botox ou luz que te favoreça!  

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Problema Existencial

   Desconheço a existência de uma fase reconhecida clinicamente, ou lá qual será a sua ciência, que rotule a fase intermédia entre a adolescência e a vida adulta... Que eu penso que seja a que estou a viver agora aos vinte e cinco anos.
   Estou numa crise existencial, voltar para casa dos pais é complicado, temos de nos re-educar novamente, adaptarmo-nos aos horários deles... e às manias também. É voltar ao estado de incompetência, todos os pais pensam que os filhos são incompetentes, incapazes; acaba por ser uma regressão na nossa percepção de nós mesmos, abala a nossa auto-estima.
   Para piorar o cenário, sim porque na minha vida há sempre um aspecto mais negativo para o panorama ficar completo, eu divorciei-me do meu namorado. Foi litigioso, mas não por oposição minha ou dele, por oposição da vida... Eu estou em processo de divórcio porque a vida quis, porque a economia está uma merda, não há emprego, não dinheiro para uma renda de casa, não há nada... 

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

OMG

O facto de consumir tantos fármacos, prescritos e não prescritos, qualquer dia sempre posso fazer um blog com credibilidade suficiente para fazer apreciações criticas dos mesmos. Aqui está a medicação para faringite viral que me receitaram... não me quiseram dar antibióticos!!! Vai-se lá perceber porquê... 

sábado, 23 de abril de 2011

O que é isto?

            Publicidade numa revista mensal feminina, de uma marca do conhecimento geral do consumidores

Adivinha de que ano? 2003, é só de 2003... Não parece do tempo da Maria Caxuxa?

terça-feira, 5 de abril de 2011

AVISO

             Toda e qualquer conversa que queiram privar comigo sobre o tema: política, só terá lugar na minha agenda para os que saibam de antemão a distinção entre república e democracia. Para os que acharem tal requisito óbvio, ridículo ou o que quer que seja, é porque claramente conhecem pessoas mais inteligentes que eu, e quanto a isso, só tenho a dizer: Parabéns!!! Também tenho a acrescentar que, também são indesejáveis pessoas com comentários generalistas do tipo: "A culpa é do governo"

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Exploração Infantil

            A exploração infantil tem desígnios que mudam de acordo com os progenitores do infante em questão. Passo a explicar a minha ideia, "Jovem és filho de pais divorciados, a tua mãe recebo pensão do teu pai, a tua mãe gasta-a em restaurantes e cabeleireiros da Linha, tens de trabalhar camuflado pelo dever de saber o que custa a vida"; "Jovem és filho duma recepcionista de dentista, tens o teu pai desempregado há 2 anos, precisas de uns trocos extras, tens de trabalhar". Nunca se depararam com situações próximas que enquadrem o cenário? Se sim, é redundante dizer-vos qual é mais aceite socialmente, sendo o jovem menor de idade igualmente em idade escolar, mas para que fique claro sim, é o menino da Linha, que concilia o seu trabalho na Telepizza com o 10º ano; ao outro são levantadas todo o tipo de questões.
               
            A exploração infantil tem desígnios que mudam de acordo com o tipo de trabalho que se faz, se a menina de 6 ou 7 anos anda de casting em casting, em sessões fotográficas, desfilar ou a aparecer nos Morangos com Açúcar, perdendo aulas, ganhando ilusão, alimentando a vaidade dos pais, está tudo naturalmente bem; se a menina de 6 anos passar a ferro ao final do dia, ou mesmo aos fins de semana faz uma hora que seja a varrer o chão de um café, precisando desse dinheiro para comer, já não é bem a mesma coisa.

             A exploração infantil tem desígnios que mudam de acordo com o país onde estás, enquanto na nossa realidade a coisa ainda se vai discutindo, noutro país trabalho é somente trabalho não importa quem o faz 

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Pensa..

            Há alturas na vida em que a motivação se confunde com a obsessão, a determinação com teimosia, a força de querer com o delírio. E o que te resta são clichés, literatura de bolso e filosofias da treta que ninguém verbalizou,mas que não passam de senso comum. Cais no ridículo, e és rotulado de estar á margem, da realidade que te rodeia. Eles precisam de ti, para te criticar, para os fazer sentir normais.

           Sabes que vivias bem com menos de metade do que tens, e continuas a comprar; o teu vazio é preenchido com o que a sociedade quer fazer louvar, para te manteres integrado na malha. Sentes-te um hipócrita por que vês o erro e continuas a viver nele só para satisfação dos outros, para estares no que é "normal".

          Sacralizas conceitos e és fiel a eles, brincas com a hipocrisia alheia, com os valores, e nem sabes o que é isso de honra e dignidade, conheces o respeito e mal, ninguém to deu a conhecer. Não passas de um sociopata.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Dia internacional contra a homofobia

           No passado dia 17 deste mês comemorou-se o Dia Internacional Contra a Homofobia... A Humanidade gosta de se odiar, não gostamos do bairro vizinho, de uma cidade, de um país, de uma ideologia, de uma religião, de um club, de um "estereótipo", gostamos de não gostar.

          Vejo o dia pela perspectiva dos rancorosos que gostam de odiar pessoas pela sua tendência sexual,e não pelos homossexuais; tenho pena dos que odeiam sem pensar, que fazem do seu ódio bandeira, como se esse ódio fosse motivo de orgulho. Ignorantes, limitados, diria mais, arriscando-me a chamá-los de estúpidos!!! E nada mais é digno que se escreva sobre eles.

          Eu não sou amante da causa homossexual, não mais como de qualquer outra causa. Considero prejorativo todo o aparato que os gays fazem de si mesmo, mas os gays são pessoas e não vuvuzelas irritantes  cujo som invade a nossa tranquilidade do lar. E a minha relação heterossexual não fica comprometida, intimidada, ou inferiorizada com a existência do casamento homossexual, sr. José Policarpo.           

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Paradoxo que sou eu

            Há um conjunto de contradições em mim, que não são segredo, que não são vergonha, que não são únicas, que são simplesmente "Eu".

  •  Eu sou contra exploração animal, detesto animais no circo, no prato, ás costas; e tenho amor de predição por malas de pele.  
  • Estou importada com o estado pouco saudável do ambiente, mas a minha adoração são carros antigos      
  • Estou sempre a apelar ao consumo consciente mas sou viciada em compras.                        
  • Detesto hipocrisia, mas sou a favor dos "sobreviventes sociais", é um eufemismo que arranjei para os hipócritas que gosto, e eu conheço alguns, em alguns aspectos. 
  • Sou um ser social que dá tudo para ter um fim de semana sozinha em casa
  • Não ligo a aparências, mas passo os últimos 5 minutos antes de sair de casa a maquilhar-me
  • Adoro coleccionar tudo o que seja "girly" para depois resumir o que uso a umas vinte peças, e daquelas XL do namorado com uma calças de fato treino de andar por casa 
  • Não percebo nada de gadgets mas gostava de ter um role deles.
  • Estou sempre a apelar á consciencia social, mas são poucas as pessoas que conheço mais hedónicas que eu

    terça-feira, 11 de maio de 2010

    Mulher de benfiquista sofre

                Esclareço desde já que não entendo o clubismo (espero que seja assim a que se refere, a língua portuguesa, ao fervor, adoração do club, nesta caso de futebol). O que me resta de racionalidade, não entende tal adoração pelo club em que os jogadores mudam, assim como os dirigentes, a convicção é pouco diferenciadora de club para club. Gostasse do quê? Da cor?

                 Tenho algum desprezo pela coisa, confesso!!! Daquela arrogância de quem não sabe nem quer saber. Actos em prol do club apelam ao meu sentido de humor, desde a troca de galhardetes, ás claques a destruir tudo o que vêm á frente... enfim. Apela!!! Para mal dos meus pecados o meu namorado é adepto do Benfica e vive a sua condição com grande paixão.

                O Mário é benfiquista, daqueles que chora quando o Benfica perde, fico com tanta pena dele que lhe faço o jantar com direito a sobremesa, tipo baba de camelo, ou bolo feito na hora, a comer quentinho. Isto tem piada quando a pessoa em questão tem 8 ou 10 anos, agora o Mário tem 23 anos.

                Acompanhei os jogos da época com pouco entusiasmo, como me é característico para estas andanças; e até á última não acreditei que o Benfica fosse longe... crucifiquem-me benfiquistas, mas é verdade.

               No jogo com o Liverpool, o Mário teve direito a frango estufado com batatas fritas e bolo de maça e canela. E no jogo contra o Rio Ave o Mário teve direito a uma monumental bebedeira. lol Resumindo, em qualquer das situações, quem perde sou eu... eu faço o estufado, o bolo, eu aturo a bebedeira. Andam aqueles gajos a despertar emoções no meu namorado, e quem se aguenta á bronca sou eu.

               Ao inicio da época foi engraçado, eu ainda fazia post's durante os jogos, e o Benfica estava em grande, os resultados, quase que passaram a ser previsíveis, andavam sempre em torno dos 4 para 0, á equipa adversária. A derrota do Liverpool foi entusiasmante para mim, estava na esperança que o desanimasse do futebol, mas ainda haviam mais jogos. :(

              A bebedeira monumental foi isso mesmo, monumental, daquelas com direito a todas as babuzeiras a que tinha direito. Com private jokes tipo "triple play", a retalhar frango de churrasco á mão, comer requeijão com as mãos sujas de frango... basicamente a transformar-se num ogre.

             A vitória é sinonimo de uma nova esperança no Benfica, é quase um renovar de votos matrimoniais entre o adepto e o club, e quem se vai aguentar á bronca quem é, quem é? A mulher do Benfiquista 

    sexta-feira, 9 de abril de 2010

    Diferentes pesos e medidas

                Não vos enerva um pouco haver pesos e medidas diferentes para a MESMA COISA???
    Qual a linha que diferencia o frontal do inconveniente? O kitsch do totalmente foleiro? O excêntrico do despropositado? O mal educado do irreverente? O tímido do anti-social? O aditivo do dependente?
              Usamos palavras eufemistícas, expressões floreadas para descrever características desagradáveis, como se de uma justificação se tratasse para encobrir defeitos do nosso clã. Ao sermos tendenciosos omitimos aspectos menos agradáveis dos nossos "amores".
              Sim podem ligar para A.A.V.H., eu ainda gosto do Sócrates, mas a maioria das pessoas ainda gosta da Igreja Católica apesar dos escândalos de pedófila., tão ao mais graves que qualquer "Face Oculta", "Freeport", e assinaturas a projectos não cobrados Eu já imagino a banda sonora na mente do meu leitor: "I belive i can fly" com o coro de godspel a acompanhar... visão foleira, concentra-se
              O problema, até para não nos desviarmos da temática, é o sentimento que nutrimos por pessoas em que investimos emocionalmente e que pouco nos dão, fazendo desfasada a relação que mantemos com ela, ou seja, aos olhos de terceiros parece que não andam a viver a mesma relação. E quando refiro relação, falo de qualquer tipo de relação, não é necessário que seja uma relação amorosa.     
                Lembro-me que aqui há pouco tempo referi-me a uma pessoa em termos menos próprios, daqueles que guardamos para nós e nos escapam sem darmos bem conta de como fomos dizer aqui, e em defesa da honra da mesma o meu pai refere: "Mas é uma pessoa trabalhadora". Ora o trolha pode fazer comentários menos próprios ás mulheres que passam em frente ao seu andaime visto que: "São pessoas trabalhadoras" lol
                Há pesos e medidas que diferem mediantes o sexo das pessoas, o grau de formação das mesmas, do numero obsceno que possuem na conta bancária, e tal aplica-se em factos da vida que são dignos de uma qualquer manchete de pasquim, por exemplo o rico não é drogado, é toxicodependente, já o pobre por muito bem educado e com bom carácter que tenha, não passará da conotação de humilde, se o rico poupa é economicamente consciente, se o pobre poupa é simplesmente pobre, ou pior uma pessoa poupada. Num momento de delírio vamos lá dizer "Poupada", de uma maneira que acentue todas as silabas como se parecem todas silabas fossem tónicas, não parece uma coisa ofensiva? "Poupada"? (medo)
                O meu "Tone"  diz que sou uma mulher complexa e interessante, isto nos dias bons da nossa relação, nos dias maus eu sou só complicadinha e com um feitio de m****, ele para mim nos dias em que o sol brilha como uma tarde domingueira em pleno Agosto das nossas vidas, ele é introvertido e genuíno, quando troveja ele é bronco e uma seca de primeira apanha.
                 Tal também se aplica aos nomes, por normas as mães tratam-nos pelo primeiro nome quando a vida vai de feição, caso contrário elas recorrem ao segundo nome, quando não é o nome completo.

                            Bem era só isto que tinha para desabafar!!! Até breve



    terça-feira, 16 de março de 2010

    ???

    Esta publicidade foi banida de passar na televisão num país, ADIVINHEM QUAL???
                                                          BRASIL... Vamos lá perceber o porquê 


                    Não perceberam? Eu também não.

    sábado, 13 de março de 2010

    O que me incomodou esta semana

                 Esta semana que passou, fomos invadidos pela noticia de uma criança de 11/ 12 anos que se suicidou após ter sido, continuadamente, vitima de bullying na escola que frequentava. Não tenho qualquer tipo de pretensão de apontar dedo, de forma a responsabilizar, seja quem for. 
                 O bullying, como lhe chamam, é uma prática continuada de violência física e psicológica, exercida pelo bully, ou melhor o rufia, sobre os seus colegas mais franzinos, com pouca capacidade ou mesmo nenhuma de se defenderem. 
                É um tema que nos tem vindo a preocupar, mesmo a nível europeu, e que felizmente não é prática recorrente em Portugal, em que o número se afasta da média europeia. É o primeiro caso em que uma criança se suicida, ou que se tenha conhecimento de tal, mas outros casos houveram, também dignos de noticia, como o de uma rapariga que chegou a ser hospitalizada por tais actos.
              Assusta pensar que as nossas crianças estão envolvidas no bullying, todos, sem excepção estão de algum modo envolvidos, haverá os que são agressores, os agredidos, e os que têm conhecimento e se calam (muitas vezes por não querem transformar-se em agredidos). O bullying é alimentado pelo medo, pelo silêncio, pela passividade.
              A minha sociologia de bolso, questiona todos os aspectos do acto, vejamos:
    • A que tipo de família pertencia o rapaz? Teve conhecimento do que se passava com o filho? O que fez para que tal situação finda-se? A realidade é que por vezes adultos são negligentes com as ditas "brincadeiras" de crianças, pensando que as mesmas as fortalecerão para situações futuras numa fase posterior da sua vida adulta. A predisposição que as pessoas têm para os seus filhos nem sempre é a mais propensa a diálogos quotidianos, e também acontece muitas vezes a tal subvalorização do assunto, "Tenho coisas mais importantes em que pensar".
    • No que toca a escola; teve conhecimento? O que fez para colmatar situações como esta? Decretou alguma politica de vigilância ? Os seus funcionários alguma credibilidade lhe deram? "São só crianças"
    • Coleguinhas de escola: Que tipo de educação têm? Ver um colega agredido diáriamente, e não dizer nada!!! "Antes ele que eu".
    • Agressores, e mais importante do que são hoje, o que vão ser daqui a 10 anos? Pessoas sem escrúpulos (já há gente que chegue desse tipo). 
              A "saúde mental" da continuidade da nossa sociedade fica comprometida, parece-me. O que será antes o reflexo do que somos? É de pensar se é causa ou consequência da nossa responsabilidade, ou falta dela. Porque "nosso" é sempre, não podemos só nos orgulharmos dos nossos, entristecermonos pelos nossos, tem compaixão por eles, temos que nos afirmar por eles, defende-los quando a coisa corre mal.
              O bullying alimenta-se do silêncio, da desunião, do desinteresse, da teoria do "deixa andar". A culpa é nossa.

                


    sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

    Frases que não gostamos de ouvir (mulheres de maneira geral)

                Homens este post é para vocês, evitem estas frases, e passo a explicar o porquê:
    • "Vocês mulheres são todas iguais", não queiram dizer isso muitas vezes, se vocês pensam isso é porque não conhecem muitas mulheres, ou se conhecem não as ouviram bem a ponto de as diferenciar, só mostra a limitação da mente masculina.
    • "Não tens tralha que chegue?" nós nunca temos coisas que cheguem, e vocês não sabendo para que servem chamam-lhe de inúteis.
    • "Se tens só uma carteira para quê tantas malas?" a mulher precisa de muitas malas para condizer com os respectivos sapatos, a necessidade s«de beleza é intrínseca na mulher, ou do que a mesma considera belo, o que por vezes é discutível, admito.
    • "Porque sim" é uma resposta recorrente, pouco concreta, e esclarecedora do que vos vai na alma, nós mulheres precisamos de perceber a razão das coisas, mesmo que seja a vossa infedilidade.
    • "Não sei", novamente uma resposta recorrente, faz-nos sentir estúpidas por estar com vocês, afinal as pessoas com quem convivemos são como que parte prolongada de nós, ora se nunca sabem de nada isso entristece-nos.
    • "Hoje não posso, joga o Benfica" enquanto forem nossos namorados a prioridade somos nós.
    • "Eu depois compenso-te" bom para as que têm a sorte de serem compensadas parabéns, o homem tem memória curta, mas mesmo assim a compensação não passa de presente envenenado, visto que o prazer da compensação é dos dois, quando na realidade devia ser apenas nossa.
    • "Estou cansado" é uma desculpa que só resulta pata trolhas, os restantes estão cansados do quê, nós é que fazemos tudo.
    • "Qualquer coisa te fica bem" homens estão enganados, isto não é uma dica de engata ou uma deixa agradável, para mulheres inteligentes é sinónimo de "veste lá qualquer coisa para despachar as coisas. 
    • "Nunca estás bem" talvez porque nunca fazem nada de jeito, ou qundo fazem não é bem a altura.
    • "Estás sempre a reclamar" pois estamos, porque nunca nos ouvem

                            Acordem, e olhem para o que têm, nós somos mesmo fantásticas, e só precisamos de um pouco de atenção.

      terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

      Frases da Semana

                  Na revista Domingo do jornal Correio da Manhã, e reparem que não vou fazer comentários depreciativos sobre o jornalismo que se exerce no mesmo, para já, consta (logo nas primeiras paginas) uma selecção de frases da semana de pessoas mais ou menos mediáticas, mais ou menos importantes para a existência colectiva.

                   As Frases da Semana estão para a contextualização e transparência, assim como António Costa para a coerência da mensagem do anti-preconceito aos homossexuais que o governo apela, assim vejo-me na liberdade artística de deduzir o que bem entendo. Isto da liberdade de expressão é coisa do passado, ao que se vai dizendo em conversas, mais ou menos públicas, tudo é fruto de mentes férteis, num registo que é digno de ser catalogado de arte.

                  A frase mais acertada de todas vai para Manuela Moura Guedes, ao dizer: "Pareço a bruxa má do jornalismo", o primeiro reparo surge-me em forma de pergunta imperativa para o esclarecimento de minha pessoa, e penso não ser a única a aguardar resposta: "o que a senhora tem vindo a fazer é jornalismo?". Também relevante é: "Já reparou que o resultado das suas plásticas não é propriamente bom?".

                 A frase mais displicente vai para José Eduardo Moniz que afirma "Portugal está doente. Já não é só a economia que está de pantanas é o país no seu conjunto". Ora a economia é parte integrante do país, para a economia ir mal é porque existiram outros indícios de outras áreas sociais que vão igualmente mal, passando pelas mentalidades. O país vai mal porque ninguém soube ao certo como o por a funcionar bem, nem saboreou tal facto, não sabemos se temos um problema contextual, estrutural ou qualquer outro chavão técnico. O país está tão de pantanas que á comunicação social não lhe é exigida imparcialidade, e a manipulação de opiniões não é crime, vejam só.

                Frase da Semana que pede qualquer rótulo como "Ai que dor de cotovelo" é de Mário Crespo, que afirma "P.S. devia afastar José Sócrates", e refiro tal porque há instituições que não abandonam membros, se é que me faço entender.

                 Por entender fico ao ler declaração de José Diogo Quintela que em sua graça ou caindo em graça,  diz "A esquerda revolucionária a defender a tradição é como Elsa Raposo bater-se pelo celibato", por pura solidariedade feminina, mesmo Elsa me sendo indiferente, as mulheres são mais que cartaz sexual por mais apetecíveis que pareçam ou se façam parecer. Mesmo assim, de que esquerda revolucionária está a falar? A portuguesa? O que no nosso país é realmente revolucionário? É que nem CDS-PP.

                 Há que ter mais responsabilidade do que se diz a público, é que estas pessoas são referencia de muitas pessoas, mas nem todas estão para os aturar devido á falta de coerência e de bom senso. Vá lá pensem antes de falar. Não é (só) por mim, é por todos.

                 
                 

      sábado, 23 de janeiro de 2010

      Ruralidade em nós

                 Quando visito a minha avó, numa aldeia tipicamente beirã, e me deparo com pessoas que não me reconhecem, a pergunta que se impera é: "Olha lá és de que família?". A necessidade grupal desta gente passa pelo legado que a família a que pertence.
                  A mesma situação acontece em contexto diferente na mesma essência, quando a meio de conversas mais ou menos formais, nos perguntem: "Olhe o seu titulo é qual?" e mediante a resposta o tratamento fica condiciono por tal titulo, mesmo que o "dr." esteja desempregado ou a tirar mestrados (que é a mesma coisa que: "ok tenho qualificações e como ainda não tenho trabalho, vou investir em mais formação").
                 Toda uma sociedade que se reveste de cosmopolita similar ao universo adolescente, eu sei que isto da adolescência é um tema recorrente, mas é verdade, como se a sociedade tivesse de estar em tribos urbanas, e que cada um tem de actuar, vestir, falar de maneira de acordo com o seu rótulo. Como se um trolha não pudesse apreciar musica clássica, ou distinguir ovas de esturjão de ovas de salmão.
                 Há coisas que nem a ruralidade ou o cosmopolitismo compram ou conseguem associar a si mesmo como característica exclusiva, como educação, civismo, bom senso, dignidade. A educação será sempre a chave mestre para a boa conduta social, que os ditos cosmopolitas renegam com uma arrogância selectiva.
                 Admito que o rotular de pessoas possa ser mais cómodo e fácil, mas quantas vezes fomos injustos com terceiros por supor coisas sobre os mesmos, por sermos preguiçosos ao ponto de não querermos ver o que de facto se apresenta á nossa frente, e reformular o nosso quadro de convicções.
                 A ruralidade em nós está como a poeira no vento, somos mesquinhos, falsos moralistas, agarrados a uma tradição obsoleta quando nos convêm, enfim somos rurais de norte a sul. E traz uma versão actualizada, como verniz que nos estala em situações tão corriqueiras como o perguntar de quem são os outros.