domingo, 30 de setembro de 2012

Domingo de coisas velhas

        Após uma ida inesperada à Figueira da Foz da parte da manhã, eu resolvi que este domingo ia ser normal normal normal... o que significa: um tédio (por opção, ou falta dela, desculpem as incertezas,  mas não estou a passar um bom momento).

       Terminei a minha maratona de The I.T. Crowd, vou apagá-la do computador, já chega, vi a série vezes sem conta. E depois andei a fazer limpeza ao gravador do Meo, o que implica ver uma última vez o que tinha gravado... Tenho problemas em deitar coisas fora, como dá para perceber! Com isto quero dizer que só apaguei um filme: Drácula de Bram Stocker... eu li o livro, que é bastante interessante, uma vez que vai alternando o narrador de capítulo para capítulo, tornando-se numa junção de diários dos intervenientes da história, mas confesso que tenho um fraquinho pelo Keanu Reeves, pré- Matrix, onde ele está ... esquisito!

         Como nunca sei para quem escrevo, e imagino sempre que não escrevo para um puto de 15 anos, mas na hipótese de o meu leitor se encontrar nessa faixa etária, tenho a dizer que antes todos os vampiros eram maus, feios e europeus...  

            Ainda ponderei em não apagar o filme, sempre que o vejo, tenho uma perspectiva diferente da acção, não me estou a armar em pseudo-intelectualóide, hoje olhava para Lucy como um Pokémon Raro, por ser uma gaja ruiva e uma virgem assanhada... sou simplesmente parva! 

            Ah e ainda vi metade de um filme que se chama The Last Man Standing um filme recente de 1996, como o Bruce Willis... morri de tanto rir depois da cena em que ele fode uma loira que não para de falar com uma voz super irritante, é interrompido abruptamente por dois gajos que o querem matar, mas eles é que acabam mortos... confusos? vejam o filme!

             Ainda de 1996, é a edição que estou a ler de um livro que até tem umas pintinhas amarelas que o meu avô diz ser da humidade, mas o livro é um clássico que veio numa oferta (em 1996) numa publicação do Público!



               

sábado, 29 de setembro de 2012

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Alprozolam + Fluoxetina (ep. 2)

            Já não sei se sou sozinha ou simplesmente só, se quero ser prática ou pensativa, ou se o sou de facto.

        Aumentaram a minha medicação, dizem que não querem correr riscos porque com a vinda do outono as pessoas ficam mais tristes, têm medo que me suicide, chamaram-lhe "pensamentos maus", que por momentos associei a dar uma tareia a toda a gente que come pipocas e comenta filmes no cinema. De facto eles não me conhecem, fazem caras de que analisa sabe-se lá o quê, escrevem pontualmente umas merdas e "vai lá para casa tomar comprimidos e volta daqui a 15 dias"! A verdade é que eu gosto da chuva, do frio, de andar com chapéu atrás... não sou do contra, sou mais pró-diversidade! E além disso eu tenho um creme novo!

          Tenho medo dessa gente, é gente que me invade a privacidade como se importasse comigo, como se fossemos amigos... Não somos! Mas é essa ilusão de como se fossemos de facto que me chateia... Sinto o meu conforto mental comprometido. como se me abraçassem sem eu pedir, é quase uma relação de amor com o meu cérebro, e eu não pedi isso, eu não quero...

               Apelidei os meus comprimidos de on e off, tomo fluoxetina para me manter ridiculamente on e alprozolam para uma noite de sono off. Nem quero pensar nas dosagem que estou a tomar, lembro-me sempre de animais exóticos em transportadoras aéreas com destino a zoológicos em países ditos civilizados.

          Efeitos secundários, já os sinto a fluoxetina dá-me náuseas e perda de apetite, sinto-me fisicamente fraca, o alprozolam dá-me pesadelos, não que não os tivesse antes, mas agora não consigo acordar a meio da noite quando os tenho, e acordo com medo, a sensação de aperto no coração, e os músculos do corpo tensos. 

                  Quando menciono isso "ao homem da minha vida" (o psiquiatra) ele lá volta a notar mais umas merdas, que mesmo que espreite não percebo nada do que lá está escrito. Deve ser um dos requisitos para ser médico: escrever como se fossem galinhas a raspar o chão... são desenhos abstractos bonitos, dignos de galerias de arte de um país que os valorize.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

uma raiva recalcada

tenho raiva da distância que nos separa, e que tu culpas por não me queres mais
tenho raiva da distância que nos separa. e que me deixa reconquistar-te
tenho raiva da nossa excessiva proximidade que tornou tudo tão intensamente fútil
tenho raiva de ser trocada pela tua paz de espírito
tenho raiva da tua adolescência tardia
tenho raiva de não teres lutado por "nós"
tenho raiva de não teres dito nada mais cedo
tenho raiva de não ter raiva de ti e de continuar a amar-te como sempre amei
tenho raiva de não saber expressar a raiva que sinto
tenho raiva de não poder morrer de amor
tenho raiva de único homem da minha vida ser o psiquiatra
tenho raiva de ser só uma recordação
tenho raiva de não participar da tua vida
tenho raiva de continuar a querer-te e raiva da hipótese de te envolveres com alguém
tenho raiva de mim por te desejar o melhor que a vida te possa dar
tenho raiva de nunca mais falarmos em voltar a viver juntos
tenho raiva de todos os casais que vivem bem com a distância
tenho raiva da minha família por te considerar parte dela
tenho raiva por não poder fazer nada
tenho raiva de estar sozinha
tenho raiva de nós, assim sem nada dizer um ao outro
tenho raiva de quer passar o meu aniversário contigo mesmo não sendo nada

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Manifestações

        Como já deu para perceber sou um pouco céptica quanto ao propósito das manifestações, vejo-as como  expressão de opinião das pessoas (que é "cena que lhes assiste"). O ano passado foi ao sábado, e era uma manifestação tudo em um,estavam lá professores, desempregados e pessoal da geração à rasca (que não é designação assim tão consensual ). Este ano a coisa repete-se: manifestações ao fim de semana...

       Hoje  quando vi os espanhóis a manifestarem-se, pensei, primeiro em mais uma oportunidade de negócio, kit... kits para manifestantes espanhóis, nada como o kit nacional, uma coisa mais elaborada com coletes anti-bastonadas da polícia, assim como o kit profissional para manifestantes à séria, depois vi como somos diferentes.

           Comparados como os espanhóis, nós somos uns fofinhos, quase pedimos: Por favor não nos enrabem mais, vá lá estamos extremamente chateados, deixem-nos ficar com o nosso dinheiro... Na última manifestação que eu assiste estavam a cantar, sim comovi-me e chorei, mas que efeito é que isso trouxe? Nós saímos de casa, expressamos a nossa opinião e depois? o que acontece depois disso?

                Outra coisa que me tira o sonho (mentira, tudo o que me tira o sono é o esquecimento de tomada de comprimidos) é o facto de tudo ser convocado pelas redes sociais... como é que se faziam manifestações antes? blablabla sendo apartidário é melhor e blablabla... antes quem convocava era exclusivamente os partidos e sindicatos....

                Assim como assim eu só espero que o meu próximo ex namorado seja espanhol, ele chega e fode tudo, o orgulho de qualquer mulher!