segunda-feira, 31 de maio de 2010

(continuação do post anterior)

                          Para que maus entendidos não hajam  esta frase é propriedade intelectual da gestora deste blog




sábado, 29 de maio de 2010

"Há alguma coisa que as tuas hormonas me queiram dizer?"

            É cómodo culpar as hormonas de todas as alterações comportamentais, flutuações de humor, irritabilidade, sensibilidade... enfim damos uns nomes bonitos ao feitio torcido que temos com a desculpa das hormonas!!!

            Ora as hormonas são desculpa no período de tensão pré- menstrual, no período menstrual, no período de ovulação... e feitas as contas já temos desculpa para 3 semanas, que podemos dizer tudo o que nos vai na cabeça, berrar, chorar, desmedidamente ....e por vezes em simultâneo, dependendo da liberdade artística de cada uma.

            Confessem lá que não andamos a GOZAR COM A IGNORÂNCIA MASCULINA sobre o assunto? É o que acontece com a categoria mais reles de ignorante, aquela que não sabe é faz gosto em não saber, e até se gaba de tal. Temos de aplaudir a primeira mulher que disse pela primeira vez que a razão pela qual ela estava a ser insuportável eram as hormonas, e agradecer ao homem que aceitou tal desculpa como certa.

           As "hormonas", na mente capta dos homens devem ser como bichinhos microscópicos, na mente já perturbada da mulher, que atacam a paciência que sobra ás mulheres depois de os aturar, consequentemente pouca, e á falta da personalização da "hormona" atacamos qualquer um que nos apareça á frente.

         Muitos serão os homens que estão á espera de um Messias, que há falta de melhor, proponha ás mulheres qualquer indicio visível que as mulheres, não se recusando, usem como forma de sinalização do "ataque hormonal"... e não não estou a falar de um letreiro em néon... uma t-shirt quem sabe!?!

           Como a Mulher não usaria, jamais a mesma t-shirt durante as três semanas, a minha proposta era o Homem usar uma t-shirt que suscitasse a reacção da mulher para a testar sem provocar actos menos próprios como o estalo, choro, histeria, e demais. Ora a t-shirt teria ao centro não o directo: Estás em estado Cabra?, como qualquer um seria capaz de dizer sem grande problema, mas um subtil "Há alguma coisa que as tuas Hormonas me queiram dizer?".

           Assim dada a reacção simpática da mulher, o homem saberia que a vida lhe estava facilitada;  aos maus olhados, ele teria de se preparar para mais um dia difícil da sua existência. Ora o Messias teria de vender as t-shirt's com manual de instruções, ... sim eu tenho a noção de que o manual de instruções é, norma geral, para o produto em causa, mas neste caso seria para o sujeito que suscita a necessidade do produto. 

            Manifesta-te Messias, eu sei que um homem nunca me dará razão, e aceitará os meus concelhos a menos que queira alguma coisa de mim, porque eu até gostava de ser o dito Messias, sair á rua e ver dedos apontados na minha direcção como quem diz: "Foi ela que nos salvou"   

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Vida sedentária numa Cidade da provincia

           A vida na província é boa para pessoas de meia idade viverem os seus momentos felizes da reforma, ou para educar crianças sem stress, agora quando se está na casa dos 20 anos é mau, muito mau. A província por si só não é má, se viver a poucos quilómetros de uma grande cidade (como houvessem grandes cidades no nosso pequeno país). 

           A província é rica em tascos armados em cafés, cafés armados em bares, e bares armados em discotecas. E nesta "armação" pegada, para mal dos que lá vivem e sabem no que constam os conceitos, tudo é mau, muito mau, mesmo pensando no dito bar como café. Como o meio é pequeno, os radares mais desatentos detectam todo o tipo de movimentos, quem socializa com quem, quem vai onde, quem mora onde, quem fode com quem.

         Na província somos todos V.I.P.,  até porque há falta de tema de conversa, fala-se da vida alheia como se de vedetas de revistas cor de rosa fossemos. Não é dotada de vida, e a vida da província somos nós, que engordámos, nos chateámos com alguém, que andamos cabisbaixos,... O Inverno é chato por não nos permitir sair sequer de casa, e o Verão a desilusão ao vermos que não temos onde ir. E damos por nós a fazer expedições do quarto para a sala, da sala para a cozinha, e quando damos por nós já temos mais 5 quilos.

         A televisão passa a ser a porta para um mundo que não entendem os provincianos, e que o adaptam á sua percepção capta das coisas. Aos sábados, quando saiu para tomar o "social" café, depara-me com modelitos dignos de capa de revista, que contextualizados na província roçam ao ridículo. É triste não saborear o anonimato da saída de uma escada de metro, e ser um em centenas, sem ninguém te perguntar nada, sem ninguém reparar em ti a menos que te queira assaltar.

        Não há bela sem "senão", e infelizmente ninguém esta completo sem desconfiar de alguma coisa, ninguém cresce no meio da tranquilidade, felicidade, e os provincianos são parvamente felizes, uma coisa que até enerva!!! Eles não me entendem, estão cheios de pré- ideias que a religião lhes incutiu, e da educação que a mãe lhes ensinou que é a mesma há quatro gerações.

Abaixo a província!!!

terça-feira, 25 de maio de 2010

O Dia de uma "Tia Funcionária Pública"

            São constantes as queixas dos utentes de repartições públicas, sejam elas as mal fadadas finanças, segurança social, entre outras; serviços públicos na sua maneira geral. Os utentes não são conhecedores dos direitos que lhe advêm, fazem uma pequena ideia, mas também não se estão para chatear; porque bom é reclamar numa mesa de café com os amigos.

           E os funcionários públicos o que têm a dizer dos utentes? A seguinte rabula é dedicada ao funcionário público, uma imagem social invejada pelo restante colectivo social, eles são horários fantásticos, ordenado que cai a dia certo do mês, regalias, uma mina de benefícios... Parabéns para eles!!!

        "O meu nome é Xareca, sou funcionária pública, de uma repartição igualmente pública que prefiro não revelar qual a sua natureza, e em que local se encontra. Bem, a bem dizer não tenho necessidade nenhuma de trabalhar, mas com o divorcio parecia mal, dar a entender que vivo da pensão de alimentos que o meu ex marido me dá. O Tio arranjou uma vaga para eu me colocar neste sitio hediondo cheia de gente pobre e transpirada, cheiram mal que horror, cheios de pressa, não há pachorra.
         O meu cartão de presenças deixo-o com a mulher das limpezas, uma coitadinha que vem da província, assim sempre posso dormir mais um pouco de manhã, ou ir ás compras na hora do almoço e fazer-me demorar, e trago qualquer coisinha á coitada, ela com uns chinelos novos fica toda contente. O mau carácter do porteiro é mais difícil de agradar, olhem que por me passar o cartãozeco me queria levar 100 euros por mês. É que esta gente pobre é uma oportunista.
         Bem quando venho trabalhar, trago umas coisinhas básicas para passar o tempo, deixo os meus colegas lidarem com aquela gente rude que faz má cara e que á primeira coisa que não entender gritam e ameaçam logo com queixas... uma canseira. Continuando, eu primeiro trazia umas revistinhas para estar a par do panorama social, depois com os olhares invejosos dos meus colegas passei só a trazer o telemóvel e a bolsinha da manicure (estou a cortar nas despesas, há que fazer sacrifícios pelo país, por causa da crise ou lá o que é).
          Com os serviços todos informatizados agora é uma maravilha, havia alturas em que nem podia pegar no telemóvel para marcar um chá com a Teca e com a Neca, era uma canseira, e depois de atender um role de gente chata sem formação... sim porque eu sou formada em línguas germânicas ou sou formada em literatura, pronto em línguas e não se fala mais nisso... mas onde ia eu... ah ainda havia insinuações de que eu devia fazer umas horitas extraordinárias...
          Horas extraordinárias???? Eu????  Eu lá tenho tempo para horas extraordinárias, eu tenho uma vida muito ocupada e cansativa, há muitos centros comerciais, spa's há minha espera, as minhas amigas para conversar, não sou como aquela gente da repartição que só tem os filhos para tratar."


sexta-feira, 21 de maio de 2010

Dia internacional contra a homofobia

           No passado dia 17 deste mês comemorou-se o Dia Internacional Contra a Homofobia... A Humanidade gosta de se odiar, não gostamos do bairro vizinho, de uma cidade, de um país, de uma ideologia, de uma religião, de um club, de um "estereótipo", gostamos de não gostar.

          Vejo o dia pela perspectiva dos rancorosos que gostam de odiar pessoas pela sua tendência sexual,e não pelos homossexuais; tenho pena dos que odeiam sem pensar, que fazem do seu ódio bandeira, como se esse ódio fosse motivo de orgulho. Ignorantes, limitados, diria mais, arriscando-me a chamá-los de estúpidos!!! E nada mais é digno que se escreva sobre eles.

          Eu não sou amante da causa homossexual, não mais como de qualquer outra causa. Considero prejorativo todo o aparato que os gays fazem de si mesmo, mas os gays são pessoas e não vuvuzelas irritantes  cujo som invade a nossa tranquilidade do lar. E a minha relação heterossexual não fica comprometida, intimidada, ou inferiorizada com a existência do casamento homossexual, sr. José Policarpo.